Diversas figuras cristãs que representam variadas denominações cristãs, incluindo o protestantismo e a Igreja Ortodoxa, argumentaram em um painel de debates sobre como a militância LGBT está atacando a liberdade religiosa na América.

[img align=left width=300]https://thumbor.guiame.com.br/unsafe/840×500/smart/media.guiame.com.br/archives/2017/04/18/2004526050-parada-gay.jpg[/img]Russell Moore, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul, afirmou domingo no painel “Face the Nation” da emissora ‘CBS’ que marginalizar grupos religiosos é uma proposta perigosa para todos, inclusive para os não-religiosos.

“Eu acho que é uma conversa muito perigosa que estamos tendo agora, onde há uma espécie de pressão para marginalizar as instituições religiosas, até o ponto onde elas não podem expressar o que acreditam. Eu acho que não é apenas perigoso para as pessoas religiosas, eu acho que é perigoso para pessoas não-religiosas [também]”, disse Moore.

“Precisamos ser o tipo de sociedade que protege a consciência, que protege o direito que as pessoas têm de viver as suas convicções mais profundas. E assim a ideia de que se não gostamos de um discurso, nós simplesmente o calamos, e se nós não gostamos das religiões, as excluímos, não é algo que devemos perseguir na vida americana”, acrescentou.

O padre James Martin, editor católico da American Magazine, recentemente nomeado consultor da Secretaria de Comunicações do Vaticano, acrescentou que os gays, além dos ateus, precisam sentir que estão incluídos.

“Eu diria que precisamos ter certeza de que as pessoas que foram marginalizadas no passado, como os adeptos do movimento LGBT, minorias, ateus e agnósticos, se sintam incluídas em nossa visão”, disse o padre católico.

“A visão de Jesus Cristo era de inclusão: Ele sempre atraía pessoas de fora, e assim, enquanto não excluímos ou marginalizarmos as pessoas ainda mais nessa conversa, penso que estaremos bem”, acrescentou.

Já Rod Dreher, autor da obra “The Benedict Option: Uma estratégia para os cristãos em uma nação pós-cristã”, representou a fé cristã ortodoxa no painel e ecoou o alerta do pastor Russell Moore, afirmando que a liberdade religiosa é algo cada vez mais raro na pós-modernidade dos EUA, especialmente por causa da militância LGBT.

“É aí que a próxima luta é pela liberdade religiosa, pelo direito das instituições cristãs e de outras instituições religiosas, de agirem de acordo com sua fé”, afirmou o líder ortodoxo.

[b]Contexto[/b]

Recentemente, os Estados Unidos viram certa polarização entre cristãos e militantes LGBT, devido a vários casos judiciais recentes em que os donos de empresas cristãs foram considerados culpados e multados, após se recusarem a prestar serviços para casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Um desses casos recentes diz respeito à florista Barronelle Stutzman, que foi considerada culpada perante a Suprema Corte de Washington, em fevereiro de 2017, após se recusar a vender flores para um casamento gay.

Na época do veredito, o pastor Russell Moore chamou o caso de “uma terrível decisão” e também o classifico comou uma “perda para todos os americanos”.

Tony Perkins, do Family Research Council, se disse igualmente “atordoado” com a decisão.

“Os americanos ouviram repetidamente que a redefinição do casamento teria pouco impacto em suas vidas. Mas agora os tribunais estão procurando afastar as famílias de seus negócios como resultado do governo incapacitante, impondo multas destinadas a forçando-os a negarem sua fé”, disse Perkins na época.

[b]Fonte: Guia-me[/b]