43º país na classificação de nações que mais perseguem os cristãos, a Indonésia abriga a maior população islâmica do mundo. Por essa razão, autoridades se veem obrigadas a atender aos desejos de entidades e líderes islâmicos. Há uma forte pressão para que a sharia (lei islâmica) seja implementada em todo o Estado

Perseguição pelas autoridades locais
O ambiente religioso na Indonésia permanece instável, e tem se deteriorado. O país sofre com a intolerância religiosa, as igrejas são fechadas e sofrem ataques esporádicos instigados por grupos muçulmanos radicais, como a Frente Islâmica Pembela (FPI) e a Frente de Defesa do Islã. Em 2010, 43 casos de violência contra a Igreja foram registrados.

Uma má interpretação do Decreto Ministerial Conjunto, números 8 e 9 de 2006 (licença para a construção de edifícios), tem aumentado o fechamento de igrejas por muçulmanos radicais. Ao longo dos 63 anos como Estado independente, pelo menos 1.100 igrejas foram atacados ou fechadas. Vinte e cinco por cento dos casos, aconteceu em Java Ocidental. Lá, a Portas Abertas vai intensificar alguns de seus programas de fortalecimento dos cristãos.

Islamização
Islamização continua a crescer. Os anos de 2010 e 2011 testemunharam o ressurgimento de uma dos mais antigos grupos muçulmanos radicais, o Negara Islã Indonesia (NII) ou Estado Islâmico da Indonésia. Por anos, o Negara age na clandestinidade, tentando espalhar sua ideologia de fundar um Estado islâmico em universidades; recrutamento, lavagem cerebral, e radicalização dos jovens. Componentes do Negara se infiltraram não só orgãos do governo, da política, da educação e da cultura pop, mas também alguns dos seus “alunos” foram identificados como autores das recentes ameaças de bomba.

Igreja na Indonésia ainda fragmentada
Por causa de conflitos e competições entre as líderanças e denominações, a força (numérica) da Igreja não pode ser sentida, não há unidade. A Igreja é dividida tambem por causa de questões étnicas e denominacionais, e isso se agrava ainda mais por causa da inveja e exclusividade. Ela tende a ser introspectiva, não atende às necessidades das comunidades ao seu redor, é acomodada e desinteressada especialmente ao testemunhar aos muçulmanos. O materialismo e a influência ocidental em algumas grandes cidades pode ter enfraquecido sua vontade de compartilhar a fé. No topo destes problemas está o ensino bíblico que, em muitas igrejas, é considerado doentio.

Necessidade de conscientização Islã entre os cristãos Mainline
A maioria dos cristãos não têm uma compreensão básica do contexto islâmico e tendem a ser insensíveis na forma como se aproximam e se relacionam com os muçulmanos. Os cristãos tem que ser capazes de agir com sabedoria e se esforçarem para construir uma boa relação com a comunidade local, especialmente com aqueles que vivem em lugares controlados por leis inspiradas na Sharia, ou liderados por um membro de um partido radical islâmico.

Implicações sobre o Ministério da Portas Abertas
Dado o número crescente de casos de perseguição, a Portas Abertas espera ajudar um número maior de fiéis através de seus projetos, principalmente com ex-muçulmanos.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]