A tensão religiosa vem aumentado no norte e na região central da Nigéria, por conta de falsas acusações de blasfêmia. Estas incluem duas histórias discrepantes da publicação de uma nova caricatura sobre o profeta Maomé, relatos de que uma moça cristã deixou o nome Jesus escrito em um quadro-negro na escola e rumores de que uma briga entre alunos foi relacionada à religião.

Kano é notoriamente um Estado nigeriano onde turnos regulares da violência anticristã já resultaram em massacres.

Falando em nome da comunidade cristã, o secretário de uma ONG, Samuel Salifu, disse: “Nós estamos pedindo para o governo interferir. Estou conversando diretamente com o presidente Umaru Yar”Adua porque este pode ser um bom teste para sua administração”.

Respondendo em nome do governo, o vice-presidente, doutor Goodluck Jonathan, disse que o novo governo vai se empenhar para promover uma conferência religiosa nacional em resposta ao ciclo de violência religiosa que tem afetado a Nigéria nos últimos anos.

“Estamos entristecidos e enfurecidos com o que aconteceu no fim de semana passado na Nigéria. É vital que o Estado e as autoridades federais atuem com justiça para compensar as vítimas por suas perdas”, disse Mervyn Thomas, executivo-chefe da CSW.

“Nós também saudamos os planos do governo federal de criar uma conferência religiosa nacional como ponto de partida, e esperamos que este debate conduza a uma ação efetiva para acabar com a violência e a discriminação religiosa nesta nação africana”, disse ele.

A CSW é uma organização de direitos humanos especializada na defesa da liberdade religiosa, que trabalha em nome de pessoas perseguidas por suas convicções cristãs.

Fonte: Portas Abertas