Wilson Rodrigues da Silva, de 29 anos, acusado de matar um pastor na noite do dia 31 de março de 2006, vai a julgamento hoje, às 13h, no plenário do Fórum de Dourados. O júri será presidido pelo juiz criminal Celso Antônio Schuch dos Santos.

Wilson é acusado de matar o pastor da igreja pentecostal Jesus Cristo Ressurreição, Sinforiano Ramirez, de 42 anos, morador na Vila Erondina. Ele foi preso no dia 7 de abril do ano passado e apresentado na Delegacia do 1º Distrito Policial acompanhado do advogado Isaac de Barros Júnior, que abandonou a causa.

Wilson, na época, foi ouvido pela polícia e acabou confessando a autoria da morte de Sinforiano. Em depoimento à polícia, ele chegou a dizer que havia brigado com a amásia, Andréia Cristina dos Santos Araújo, de 24 anos, que é enteada do pastor, na tarde do dia 31 de março de 2006 e que logo após a discussão saiu de casa.

O acusado também contou que quando voltou, teria percebido que as fechaduras das portas da casa haviam sido trocadas. Ele então arrebentou uma das portas com o pé e entrou na residência, momento que encontrou o padrasto da amásia com uma chave de fenda em uma das mãos.

Wilson afirmou que se sentiu encurralado e por isso atirou contra o pastor, que morreu logo após receber os três tiros que atingiram-lhe as costas, nuca e a região do tórax.

Após o crime, Wilson fugiu em um veículo Fiat/Tempra, de cor azul, com placas de Dourados, que horas mais tarde foi abandonado em uma rua do Residencial Campo Dourado.

As buscas ao assassino do pastor acabaram resultando na morte dos policiais civis Rodrigo Lorenzatto e Ronilson Bartier, que foram assassinados no dia 1º de abril do ano passado, em um acampamento de índios desaldeados, localizado às margens da MS-156, na região do Porto Cambira.

Um terceiro policial foi esfaqueado, ficou internado em um hospital da cidade e sobreviveu ao ataque. Os outros dois foram mortos a tiros, pauladas e facadas. Os policiais tentaram cruzar o acampamento para localizar o assassino do pastor, quando foram atacados pelos indígenas.

Wilson responde pelos crimes de homicídio doloso qualificado, com recurso que dificultou a defesa da vítima e também por porte ilegal de arma de fogo. Se condenado, o acusado poderá pegar de 13 a 34 anos de reclusão.

Fonte: O Progresso