Nesta segunda-feira, o administrador da seita Tabernáculo Vitória deverá se apresentar ao Conselho Tutelar de Ecoporanga para esclarecer a situação de três crianças seguidoras da seita, que não estariam mais freqüentando as aulas na escola Daniel Comboni há cerca de um mês, período em que os fiéis iniciaram a construção de uma espécie de filial da seita, no norte do Estado.

De acordo com o diretor do Conselho Tutelar, José Maria da Silva, o administrador do Tabernáculo em Ecoporanga, identificado apenas como Israel, não chegou a ser intimado, mas deve comparecer à entidade para apresentar os devidos esclarecimentos. O diretor acrescentou ainda que a investigação sobre a ausência das crianças continua. Integrantes da seita teriam informado que, dentro da proposta da estrutura que está sendo construída em Ecoporanga, também há a previsão de construção de uma escola.

Denúncia

As três crianças que não estariam indo à escola são de uma mesma família e abandonaram as aulas assim que foram morar com os pais na fazenda da seita Tabernáculo Vitória, em Ecoporanga. Eles são filhos de uma das cozinheiras da comunidade. A denúncia de evasão escolar partiu do próprio supervisor da unidade de ensino.

Documentos

A administração da seita Tabernáculo Vitória tem até a próxima quarta-feira (03) para apresentar documentos de 68 crianças e adolescentes à Justiça. O juiz da Vara da Infância e Juventude de Vitória, Paulo Roberto Luppi, quer que o presidente da Tabernáculo, pastor Inereu Vieira Lopes, apresente certidões de nascimento de todos eles.

Além disso, o magistrado quer que os pais dessas crianças e adolescentes compareçam à Vara da Infância e Juventude de Vitória para comprovar a freqüência escolar deles e o controle de saúde. Na última segunda-feira (24), 52 mães compareceram à Vara da Infância e Juventude de Vitória. Ao todo 152 menores de idade vivem na comunidade.

Fonte: Gazeta Online