Durante ato oficial para lembrar a passagem dos 40 anos do AI-5, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Dimas Lara Barbosa, defendeu a abertura de arquivos da ditadura como uma forma de “resgatar a memória histórica” do País.

Dom Lara ressaltou que não se trata de “vingança” contra aqueles que realizaram a tortura no Brasil. “Não se trata de vingança, nenhum de nós tem esse sentimento. Mas sobretudo o povo tem o direito ao resgate da memória e para isso é importante não só a abertura dos arquivos, mas qualquer iniciativa de se resgatar isso é importante”, disse.

O representante da CNBB lembrou que deve-se comemorar o fim da ditadura no Brasil, mas sempre se levando em conta que até hoje o País sofre com problemas semelhantes.

“Ainda hoje, existe tortura no Brasil, nas prisões. Eu tenho colegas ameaçados de morte ainda hoje. O Exército precisou garantir o direito ao voto no Rio de Janeiro, se não fosse eles, o risco de intimidação seria muito grande”, afirmou.

Fonte: Terra