A China libertou Steve Kim, um cidadão americano preso durante quatro anos pelo “crime” de ajudar refugiados norte-coreanos famintos, informou o líder de uma organização pela liberdade da Coréia do Norte.

O americano de Nova York foi detido em uma prisão chinesa em 26 de setembro de 2003, depois de prover comida e abrigar refugiados norte-coreanos e guiá-los rumo à liberdade para a Coréia do Sul.

Pela Constituição da Coréia do Sul, os refugiados da Coréia do Norte que chegarem lá obtêm automaticamente a cidadania sul-coreana.

Steve Kim, um negociante de móveis de Long Island, em Nova York, era importador de produtos da China desde 1987 e, enquanto negociava por lá, se deu conta do empenho de milhares de refugiados norte-coreanos que buscavam abrigo na China.

A China, em vez de entregar os refugiados para as Nações Unidas, os caçava e devolvia à Coréia do Norte.

Freqüentemente os norte-coreanos capturados pelas autoridades chinesas enfrentavam destinos severos, como prisão, tortura e execuções, disseram grupos de direitos humanos.

Operação salvação

Kim, que não possui ligações familiares na Coréia do Norte, levantou recursos e obteve o apoio de sua comunidade e Igreja de Long Island para alugar dois apartamentos como abrigo e alimentar os norte-coreanos famintos que passavam pela “estrada de ferro subterrânea” no caminho para a Coréia do Sul.

Acredita-se que a condenação de prisão de Kim tenha sido a mais longa da China para um trabalhador humanitário.

“Na maioria dos países civilizados, uma pessoa com a compaixão e a preocupação de Kim… teria sido louvado, elogiado e admirado”, escreveu Suzanne Scholte, presidente do grupo de advocacia Coalizão pela Liberdade da Coréia do Norte, baseado nos EUA, em um e-mail publicado pelo “Christian Post”.

Suzanne Scholte participou recentemente de uma reunião sobre os refugiados norte-coreanos no Capitólio, nos EUA, em que pediu que o Congresso pressione urgentemente a China para deixar de repatriar os refugiados de volta ao Estado totalitário da Coréia do Norte.

Nos últimos dez anos, estima-se que meio milhão de norte-coreanos tenham atravessado a fronteira para a China.

A Coréia do Norte é um dos regimes mais repressivos no mundo e é classificada pelo ministério Portas Abertas como o pior perseguidor de cristãos do mundo. Os cidadãos são forçados pelo Estado comunista a aderirem ao culto personalista do ditador atual Kim Jong Il e do pai falecido dele, Kim Il.

Fonte: Portas Abertas