Em entrevista, o amigo gay de Marco Feliciano disse que os ataques contra o deputado são para prejudicar sua carreira política.

Um amigo do deputado e pastor, Marco Feliciano (PSC-SP), o decorador e empresário do ramo de eventos, Aluísio Antônio de Souza, de 35 anos, que é homossexual assumido, afirmou que os ataques contra o deputado são para prejudicar sua carreira política, segundo entrevista para o site MSN.

Com o objetivo de justificar que não é homofóbico, como vem sendo acusado por manifestantes e ativistas do movimento GLBT, que pedem sua renúncia da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), Marco Feliciano já havia citado que tinha um amigo gay em seu Twitter.

O decorador diz que não está em favor do deputado, no entanto, acredita que ele tem o direito de achar e ‘desachar’ o que quiser. Ele afirmou que, apesar de toda polêmica em torno dos comentários considerados homofóbicos de Feliciano, o deputado sempre lhe respeitou e não acredita que pensa assim como vem sendo falado.

O empresário, que é responsável pela decoração das casas do deputado, diz que somente resolveu falar porque achou que estão fazendo muita injustiça contra o Deputado que, segundo ele, “de repente, não é esse monstro que todo mundo está divulgando”.

O homem diz que começou a decorar a casa de Feliciano após tornarem-se amigos e que frequenta a casa dele e tem contato ainda com suas filhas e esposa. “Faço as festas de suas filhas. Enfim, somos amigos, sempre vejo e sempre falo com ele”, disse ao MSN.

Na opinião decorador, se o pastor Feliciano fosse realmente homofóbico não lhe aceitaria na casa dele da forma como aceita. O decorador contou ainda que o pastor nunca lhe faltou com o respeito nem por não ser da mesma religião e nem por ser gay.

Aluísio disse ainda que as opiniões de Feliciano lhe incomodam um pouco, mas não muito, porque acredita que as declarações às vezes são mal interpretadas e que se ele fosse realmente homofóbico, aí, sim, incomodariam.

O decorador contou ainda que o prédio onde localiza a sua empresa de eventos pertence a Feliciano, que no começo foi um grande incentivador do seu negócio. Quando pensou em alugar o espaço ficou com receio de ele não aceitar por ser uma empresa de festa, e foi incentivado por Feliciano.

As críticas ao pastor se dão pela sua postura religiosa que começaram por seus comentários postados no Twitter, que foram interpretados por muitos como homofóbico e racista. O deputado deu diversas entrevistas dizendo que não é homofóbico e racista. Disse que não aceita a prática homossexual, mas aceita os homossexuais e que é filho de uma negra.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]