A Igreja Anglicana realiza seu Sínodo Geral em York, na Inglaterra, de 5 a 7 de julho próximo. Na agenda dos trabalhos está o “Anglican covenant”, ou seja, o pacto que deveria evitar uma divisão na comunhão anglicana, que conta 70 milhões de fiéis em todo o mundo.

Existem divergências que acentuam o problema. As províncias do sul, ou seja, África, Ásia e América do Sul, são contrárias às uniões e ordenações de homossexuais, enquanto as do norte _ principalmente Estados Unidos _ as aceitam normalmente.

A crise, segundo o Serviço de Informação Religiosa (SIR), agravou-se quando a Igreja Episcopal dos EUA (o braço da Igreja Anglicana na América do Norte) ordenou bispo, quatro anos atrás, o Rev. Gene Robinson, um homossexual assumido, que, então, vivia maritalmente com outro homem, há cerca de 14 anos.

Numa mensagem aos fiéis anglicanos, o primaz da Igreja Anglicana, Dr. Rowan Williams, definiu o encontro do próximo mês como “uma resposta à crise e não um meio de agravá-la”.

Segundo ele, o “Anglican covenant” busca fazer com que as diversas províncias consultem a Comunhão Anglicana antes de tomar decisões importantes, e convida as dioceses anglicanas que contribuíram para a ruptura, em virtude de ordenações de homossexuais, a se arrependerem.

Fonte: Rádio Vaticano