A comunidade judaica da Alemanha, insegura após as agressões sofridas por um rabino, na sexta-feira, por um jovem supostamente de origem árabe, convidou as organizações mulçumanas do país a combater com firmeza os problemas anti-semitas.

“A violência anti-semita aumentou muito nos últimos anos entre as comunidades árabes da Alemanha”, disse à AFP Solomon Korn, vice-presidente do Conselho Judaico da Alemanha e presidente da Comunidade Judaica de Frankfurt. A Alemanha conta, atualmente, com 3,4 milhões de mulçumanos em seu território.

Foi nessa cidade que o rabino Zalman Gurevitch foi atacado na noite de sexta-feira. A polícia divulgou o retrato falado de um homem com cerca de vinte anos, precisando que seria de origem árabe. O agressor, entretanto, ainda não foi identificado.

O rabino, de 42 anos, retornava da sinagoga com dois amigos quando foi atacado pelo suspeito. “Judeu de merda, eu vou te matar”, teria gritado o jovem antes de esfaquear a vítima no abdômen. Operado urgentemente, o religioso judeu ainda está hospitalizado, mas já se encontra fora de perigo.

“Os atos anti-semitas na Alemanha, durante muito tempo, foram realizados pela extrema direita, mas esta agressão representa (…) o indício de nova disposição à violência física (…)”, afirma Korn.

A presidente do Conselho central, Charlotte Knobloch, pediu que se realizem ações contra a radicalização crescente, de acordo com ela, dos jovens muçulmanos do país.

A agressão ao rabino ocorreu três dias após a prisão na Alemanha de três mulçumanos, um turco e dois alemães convertidos ao Islã, que preparavam atentados no país.

Atualmente, as escolas judaicas da Alemanha e todas as grandes sinagogas do país são protegidas pela polícia. Entradas com segurança reforçada são comuns nestes edifícios.

Fonte: AFP