O papa Bento XVI reiterou seu pedido por paz entre israelenses e palestinos, com a existência de dois Estados e agradeceu à recepção calorosa com a qual foi recebido pelas autoridades e comunidades da Terra Santa, ao encerrar hoje sua visita apostólica.

Em seu último discurso, realizado no aeroporto internacional de Tel-Aviv, antes de deixar Israel, o Papa fez um “apelo aos dois povos”, pedindo a resolução de dois Estados, um palestino e um israelense, ao mesmo tempo em que reconheceu os esforços da região. Ao visitar a Terra Santa, “vi como muitos trabalham pela paz”, afirmou o Pontífice.

“Vim visitar este Estado como um amigo dos israelense, assim como sou um amigo dos palestinos”, continuou o Papa, esclarecendo que “um amigo não gosta de ver o outro sofrendo”.

“Nenhum amigo dos israelenses e dos palestinos pode evitar ficar triste com a continuação das tensões entre dois povos. Nenhum amigo pode não chorar diante do sofrimento e diante das perdas humanas”, disse o Pontífice, que fez um chamado pelo fim dos confrontos. “Basta de sangue. Basta de guerras. Basta de terrorismo”, declarou.

O Papa recordou também as visitas que realizou aos locais sagrados, os encontros com autoridades políticas e religiosas e com representantes das comunidades, e ratificou sua condenação ao Holocausto, “que não pode ser esquecido”.

Por sua parte, o presidente israelense, Shimon Peres, que acompanhou o Pontífice na cerimônia de despedida em Israel, afirmou que os israelenses querem a paz “com os vizinhos”, sejam estes “inimigos ou distantes”.

Peres também agradeceu ao empenho do Papa à promoção “da paz e da segurança entre nós e nossos vizinhos, por uma vida sem medo e sem lagrimas”.

Bento XVI deixou Tel-Aviv às 14h25 locais (8h25 no horário de Brasília) em um avião da companhia israelense El Al, que o levará a Itália, onde é aguardado às 16h50 locais (11h50 no horário de Brasília).

Em oito dias de viagem à Terra Santa, com passagens por Jordânia, Israel e Territórios Palestinos, o Papa visitou a Mesquita al-Hussein bin-Talal da capital jordaniana Amã, o Memorial do Holocausto de Yad Vashem, celebrou missas ao público local, além de realizar uma peregrinação aos lugares considerados sagrados ao cristianismo.

Fonte: Ansa