A Record vai investir R$ 200 milhões nos próximos meses na ampliação de sua central de estúdios no Rio, apesar da crise financeira global.

Até maio, a emissora construirá dois novos estúdios de 1.000 m2 cada e uma central de pós-produção (finalização e efeitos especiais). As obras já começaram. O RecNov, sua central de produção, já tem cinco estúdios desse porte, mas são insuficientes para a demanda. A versão brasileira de “Rebelde” começará a ser gravada em um estúdio alugado.

A emissora também construirá em 2009 um prédio administrativo, com 5.400 m2, e uma fábrica de cenários e reciclagem de materiais com 20 mil m2. O RecNov também ganhará praças com quiosques e laguinhos, um centro de convivência com restaurantes, biblioteca, academia e auditório, uma portaria exclusiva para atores e uma estufa para cultura de plantas, além de estacionamento para 800 carros.

Na Globo, especula-se que esse dinheiro vem da Igreja Universal (maior anunciante da Record). A emissora nega. Diz que os recursos são integralmente de receitas publicitárias. A emissora divulga estimativa de faturamento de R$ 1,780 bilhão neste ano.

Na Globo, futuras obras no Projac aguardam a definição do orçamento de 2009. A emissora espera por sinais do mercado publicitário sobre a gravidade da crise no Brasil.

Fonte: Folha de São Paulo