O favorito republicano à Casa Branca, John McCain, ganhou popularidade entre os evangélicos nos EUA após receber o apoio do televangelista John Hagee, mas corre o risco de perder o apoio entre os católicos devido às críticas de Hagee a este público.

Os eleitores evangélicos foram fundamentais para as vitórias do atual presidente, George W. Bush, em 2000 e 2004, mas os católicos também o apoiaram nas duas eleições, preterindo seus principais rivais na disputa pela Presidência– John Kerry em 2004 e Al Gore em 2000.

O televangelista, líder de uma igreja baseada em San Antonio (Texas), já se referiu à Igreja Católica como “falso sistema de culto” e “igreja dos apóstatas”. Ele também já fez paralelo entre Adolf Hitler e a Igreja Católica, sugerindo que o Vaticano apoiou o anti-semitismo.

Grupos católicos pressionam McCain a rejeitar o apoio de Hagee, anunciada durante uma coletiva de imprensa com Hagee na semana passada. “Nas últimas décadas ele declarou uma guerra sem fim contra a Igreja Católica”, disse o presidente da Liga Católica Bill Donohue.

“Se você ofende mesmo uma pequenas parcela, pode fazer diferença em uma eleição. O senador [democrata Barack Obama] rejeitou o apoio de Louis Farrakhan [líder negro muçulmano que despertou polêmica nos EUA por suas opiniões extremistas e anti-semitas]

“McCain deveria seguir seu exemplo e rechaçar o apoio de Hagee”, acrescentou Donahue.

A resposta de McCain ao anúncio foi considerada insuficiente. Após dois dias de críticas, ele divulgou um comunicado dizendo que “não concorda com tudo” que Hagee diz.

“De nenhuma forma eu concordo com os pontos de vista do pastor Hagee, é claro que não”, disse McCain.

Antes de divulgar o comunicado, ele disse aos repórteres que está “orgulhoso” da liderança espiritual de Hagee em sua congregação.

Fonte: Folha Online