O papel da igreja no processo de reconstrução e reconciliação nacionais foi destacado, em Luanda, pelo Arcebispo de Canterbury da Igreja Anglicana, Rowan Williams (foto), o qual apelou ao Governo o seu reconhecimento.

O religioso fez esta declaração quando respondia as questões de jornalistas durante uma conferência de imprensa concedida por ocasião do término da sua visita de três dias à Angola.

“Na manhã de hoje tive um encontro com o vice-ministro da Cultura, Virgílio Coelho, com o qual abordei não só o papel da igreja enquanto executores do trabalho mas também na sua coordenação. Nós queremos encorajar o Governo a reconhecer o papel da igreja nesta parte importante do processo já que a igreja é encarada por muita gente como digna de confiança, e isso me anima bastante” – frisou

Quanto ao objetivo da sua visita respondeu que a congregação anglicana em Angola é nova e pequena, razão pela qual está no país para constatar o trabalho a ser feito, tendo elogiado as ações no campo da educação, saúde e registro eleitoral, cujo envolvimento da sua congregação será prioridade nos próximos tempos.

“Vi uma sociedade bastante afetada pelos longos anos de conflito mas também encontrei muita boa vontade por parte da igreja em curar os efeitos da guerra” – ressaltou.

No país, à convite do bispo da Igreja Anglicana em Angola, André Soares, participou em alguns eventos religiosos, com destaque para a realização de uma missa no pavilhão anexo à cidadela desportiva, em Luanda, as 10 horas de domingo, bem como visitas a projetos de desenvolvimento nas províncias de Luanda e Uíge.

Teve encontros com entidades governamentais, não governamentais e religiosas, dentre os quais esta tarde com o presidente da Assembléia Nacional, Roberto de Almeida.

Rowan Williams considerou vital a visita para a coordenação das ações das Igrejas da comunidade Anglicana.

O seu regresso a Inglaterra está previsto para a manhã desta terça-feira.

A comunhão Anglicana em Angola conta com 37 mil fiéis distribuídos em 255 congregações e 48 paróquias nas províncias de Luanda, Cabinda, Uíge, Benguela, Huambo, Huíla, Cunene e Bengo.

Fonte: AngolaPress