O arcebispo da Arquidiocese de Cascavel, dom Mauro Aparecido dos Santos, emitiu decreto proibindo a filiação partidária e a participação de padres em equipes de governo, sob pena de suspensão de salário, moradia, carro , telefone, plano de saúde e contribuição previdenciária. O decreto entra em vigor no dia 1° de abril.

Dom Mauro assumiu a arquidiocese de Cascavel, cidade do oeste paranaense a 498 quilômetros de Curitiba, no dia 25 de janeiro. O decreto do arcebispo também veda o uso das dependências da mitra para reuniões políticas e religiosas aos padres que forem candidatos.

O padre ou presbítero que for suspenso em função do decreto e que porventura queira retornar ao pleno uso das ordens sacerdotais terá que encaminhar pedido por escrito ao arcebispo, participar de um “Retiro Inaciano”, de 30 dias, fazer o curso por correspondência da Escola “Mater Ecclesiae”, no Rio de Janeiro, passando por três disciplinas.

Mas não será admitido ao sacerdócio quem estiver respondendo processo judicial ou for condenado a cumprir pena e “estiver endividado financeiramente”. Dom Mauro considera importante, porém, a presença de leigos católicos na vida política e pretende inclusive incentivá-los à participação.

A Arquidiocese de Cascavel abrange 17 municípios, com 30 paróquias. Na atual composição política, padres foram eleitos, no país, para Câmaras Municipais, Assembléias Legislativas e Câmara dos Deputados.

Fonte: ALC