A arquidiocese de St.Paul e Minneapolis teria negligenciado denúncias de abusos sexuais contra crianças cometidos por um de seus párocos.

O Ministério Público de Minnesota abriu um processo contra a arquidiocese de St.Paul e Minneapolis após recolher evidências de que a organização teria intencionalmente negligenciado denúncias de abusos sexuais contra crianças cometidos por um de seus párocos.

Em 2012, o padre Curtis Wehmeyer foi considerado culpado por abusar sexualmente de dois menores e pela posse de pornografia infantil. Ele cumpre uma pena de reclusão de cinco anos. Apesar disso, Wehmeyer só foi desligado formalmente da igreja em março deste ano.

O ex-padre também deve ir a julgamento após acusações de um terceiro abuso sexual.

Todos os casos teriam ocorrido entre 2008 e 2010.

As crianças disseram aos investigadores que Wehmeyer lhes dava cerveja, cigarros e maconha, mostrava-lhes pornografia infantil e depois tocava seus genitais.

Os procuradores teriam encontrado “um preocupante padrão institucional de comportamento” da arquidiocese frente aos abusos. Segundo o procurador John Choi, a organização não respondeu a “numerosos e repetidos” relatos sobre a conduta de Wehmeyer desde sua entrada no seminário, em 1997.

Já nessa época, segundo a investigação, os supervisores de Wehmeyer sugeriam que ele era um fraco candidato à vida religiosa. Em 2001, após sua ordenação, clérigos voltaram a demonstrar sua preocupação sobre Wehmeyer à arquidiocese, após relatos de que ele teria assediado jovens em livrarias e estaria tendo encontros sexuais anônimos com outros homens. Apesar das alegações, a arquidiocese o colocou a cargo de uma paróquia.

As acusações somam-se a uma série de escândalos envolvendo a Igreja Católica em cidades americanas.

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]