“É a arte usada para transmitir uma mensagem, e isso não chega a desvirtuá-la”, diz representante da Igreja Católica em SP. Obra de quadrinista inglês também foi elogiada pelo arcebispo de Canterbury por “transmitir a emoção da Bíblia de maneira única”

“Uma maneira criativa de apresentar a palavra de Deus, principalmente quando o meio usado é bem-aceito entre os jovens.” Assim a Arquidiocese de São Paulo, por meio de seu secretário de comunicação, padre Juarez Pedro de Castro, definiu a “Manga Bible”.

A Folha enviou à arquidiocese, por e-mail, algumas páginas do livro, bem como indicou o site que o apresenta (www.themangabible.com), e pediu um comentário.

“A própria Igreja sempre se valeu da escultura, da pintura, da música, de vitrais e da arte em geral para aproximar o povo da mensagem evangélica. Além disso, a Igreja Católica já produziu várias publicações sobre a Bíblia e a vida de santos em quadrinhos. O conteúdo em questão não apresenta nenhuma heresia ou desrespeito. É a arte que é usada para transmitir uma mensagem, e isso não chega a desvirtuá-la”, escreveu o padre Juarez.

No Reino Unido, onde a “Manga Bible” foi lançada originalmente, o líder da Igreja Anglicana também elogiou a obra de Siku.

“É uma nova publicação animadora, de estilo e discurso atuais. Vai transmitir a emoção da Bíblia de maneira única”, disse o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams.

Fonte: Folha de São Paulo