O dia após a invasão de uma escola em Emsdetten, no oeste da Alemanha, por um ex-aluno de 18 anos que feriu dezenas de pessoas e se suicidou em seguida foi marcado por debates sobre a influência de games violentos sobre jovens.

Ex-professores do rapaz, cujo nome é dado como Sebastian B., declararam que ele era conhecido por ser fissurado em jogos violentos para computador.

Políticos da Baixa Saxônia e da Baviera, Estados governados por partidos conservadores (CDU e CSU respectivamente) anunciaram uma iniciativa no Bundesrat, a câmara alta do Legislativo, para proibir a venda desses jogos na Alemanha. O social-democrata Dieter Wiefelspütz saudou que se realize um debate a esse respeito, mas acentuou que a proibição não seria panacéia para o problema da violência na sociedade. Opinião semelhante foi defendida também por políticos da oposição.

Outro aspecto que levantou debates foi a deficiência na assistência psicológica a professores e alunos. Na Alemanha há em média somente um psicólogo para cada 12.500 alunos. Numa comparação entre os países da OCDE, a Alemanha ocupa o penúltimo lugar, à frente apenas de Malta. Na Escandinávia, a proporção é de um psicólogo para cada 1000 alunos.

Polícia corrige número de feridos

O número de pessoas feridas no assalto do ex-aluno à escola foi superior ao divulgado na segunda-feira. A polícia e o Ministério Público de Münster corrigiram o número para 37, sendo que cinco foram atingidas por tiros. Na tarde desta terça-feira (21/11), sete feridos ainda estavam hospitalizados, mas ninguém estava em perigo de vida.

A polícia tenta esclarecer a origem das armas que o rapaz carregava consigo durante o assalto à escola. Segundo apuração dos investigadores, Sebastian B. as comprou pela internet.

Fonte: DW World