Marcos Antônio Jesus Martins, mais conhecido como “Demônio de Delta”, disse à reportagem do Jornal da Manhã que seu pai o havia prometido ao demônio ainda na barriga da mãe.

Em entrevista exclusiva ao JM, ele falou sobre sua origem, como veio parar em Delta e os motivos que o teriam levado a se tornar um assassino em série.

Desde a adolescência, Marcos era adepto a rituais satânicos, realizados com a morte de animais. Filho de mãe católica e pai umbandista, Marcos Antônio Jesus Martins cresceu em uma cidade chamada Santa Inês, no Estado do Maranhão. Ele tem cinco irmãos, uma mulher e quatro homens. Marcos afirmou à reportagem que preteriu o Catolicismo para seguir a linha umbandista do pai.

O homem que assassinou friamente três pessoas, entre elas um padre, não chegou a conhecer o pai, que morreu quinze dias antes do nascimento de Marcos. A reportagem questionou como ele enveredou por esse caminho se o pai morreu antes de ele nascer. A explicação segue a mesma linha dos motivos que o levaram a matar três pessoas. “Eu já fui escolhido. Meu pai me entregou ao demônio antes do meu nascimento”, explica. Marcos começou no mundo da umbanda como “servente”, ajudando os freqüentadores do centro. “Depois, as entidades começaram a trabalhar comigo. A gente orava para que entidades viessem. Eu incorporava homens e mulheres”, explica.

O assassino afirmou que trabalhava com “magia negra”. Marcos recebia pelos seus “trabalhos” no centro, mas não revelou os valor dos seus préstimos espirituais. Nos rituais, animais eram mortos. Ele explicou como alguns rituais eram realizados, relatando alguns fragmentos de sessões Os objetivos dos freqüentadores eram os mais variados. Segundo Marcos, as pessoas o procuravam para reatar namoros, casamentos, ou para separar casais.

Fonte: Jornal da Manhã Online