O estudo é apresentado aos meios de comunicação na véspera do Dia do Holocausto, que será lembrado a partir desta noite em Israel.

Os ataques de caráter antissemita registraram em 2010 uma queda de 46%, embora o número de ocorrências tenha sido o terceiro maior desde que os dados começaram a ser apurados, segundo um relatório divulgado neste domingo pelo Instituto contra o Antissemitismo e o Racismo da Universidade de Tel Aviv.

O estudo, apresentado anualmente aos meios de comunicação na véspera do Dia do Holocausto, que será lembrado a partir desta noite em Israel, indica que em 2010 houve no mundo 614 incidentes e agressões que podem ser classificados como “atos antissemitas”.

“O núcleo do antissemitismo ainda consiste no estereótipo de atribuir ao judeu qualidades negativas, formulação adotada não só por grupos neonazistas e de extrema-direita, mas também por muçulmanos radicais”, disse um dos pesquisadores ao apresentar o relatório.

Os números de 2010 refletem uma queda consistente em comparação com as estatísticas de 2009, ano recorde no qual foram denunciadas 1.129 agressões, em boa parte relacionadas à ofensiva militar israelense “Chumbo Fundido” em Gaza, no início daquele ano.

Com isso, destacam os pesquisadores, a taxa de 2010 é a terceira mais alta desde que os dados começaram a ser apurados, no final dos anos 1980.

Entre as agressões, 40% consistiram em ataques físicos a cidadãos judeus ou confundidos com judeus, 20% na destruição de propriedades privadas, 15% em ataques a sinagogas, e 15% em ações perpetradas em cemitérios e monumentos judeus.

Por países, Grã-Bretanha, França e Canadá concentraram 60% de todos os fatos.

No entanto, foram registrados aumentos consideráveis em alguns países da América Latina, entre os quais o Chile, o que os pesquisadores atribuem ao fato de que nesse país há uma grande comunidade palestina.

“Os altos e baixos no conflito do Oriente Médio costumam ter um impacto direto nas estatísticas de ataques contra alvos judeus pelo mundo”, segundo a pesquisadora Lidia Lerner, que destacou a constante propagação de material antissemita pela internet como fator de deslegitimação dos judeus e de Israel.

A publicação do relatório coincide com o Dia do Holocausto que começa em Israel na noite deste domingo, quando o país lembrará os seis milhões de judeus mortos em campos de concentração e guetos do regime nazista entre 1938 e 1945.
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Fonte: EFE[/b]