Uma cruz fundamentada no monumento americano do Marco Zero tem sido alvo de críticas de ateus, que pedem para retirar a peça.

O Marco Zero é o monumento na cidade de Nova York (EUA) que substitui o prédio das Torres Gêmeas, derrubado no trágico atentado terrorista de 11 de setembro de 2001.

A decisão do grupo Ateus Americanos em tentar remover parte do movimento veio como uma apelação contra a decisão de um tribunal federal em Nova York para manter a cruz formada por duas vigas inclinadas, recuperadas do colapso das Torres Gêmeas.

Como defesa para manter o monumento como está, o tribunal relata que não há como “reescrever a história”, pois é apropriado manter a cruz sob seu papel real de memória do local, já que está ligada ao Memorial Museu Nacional de 11 de Setembro, no Marco Zero.

O Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ) apresentou uma instância no processo para reforçar a decisão da corte. O órgão determina que o museu tem a liberdade legal para exibir a cruz em seus arredores.

“Um museu tem a liberdade para exibir artefatos religiosos com temas de importância histórica ou artística, sem entrar em conflito com a constituição. Firmamos nossa posição para que o tribunal de apelações afirme a decisão do tribunal de comarca, que rejeitou esse desafio legal bizarro”, disse Jay Sekulow, conselheiro-chefe do ACLJ.

Uma das maiores organizações seculares dos EUA, o grupo Ateus Americanos entrou com um processo, em 2012, alegando que a cruz é inconstitucional, mas a ação foi julgada improcedente logo em seguida, em março de 2013.

O órgão secular promete agora seguir em apelação contra o caso, argumentando que a cruz ignora a presença dos indivíduos não-cristãos, que também procuram homenagear os mortos no episódio de 11 de Setembro.

Caso o grupo ateu continue com sua iniciativa, o ACLJ alerta que a batalha não será fácil, pois a corte representaria a vontade de 230 mil americanos que estão de acordo com a Cruz no museu.

A Cruz Memorial é um símbolo de forte valor emocional para muitos americanos, já que está exatamente no centro do ataque, onde cerca de 3 mil pessoas perderam suas vidas.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]