No Panamá, a cada 24 horas sete casais rompem o laço matrimonial. Essa é uma situação que preocupa a Igreja católica do país. A informação, extraída dos dados estatísticos da Controladoria Geral da República, indica que em 2006 mais de 2,5 mil casais optaram pelo divórcio.

Divórcios não são um problema novo no país, mas o seu índice de crescimento começou a preocupar quando, em 2002, foram registrados 2,3 mil casos de separação; em 2003, 2,7 mil; em 2004, 2,6, para voltar a subir em 2005, ano em que os casos somaram 2,7 mil.

Em 2003 o país começou a sentir o incremento dos divórcios, a ponto de especialistas qualificarem a situação como uma “epidemia” que ameaçava o desenvolvimento da sociedade. De 2003 a 2007, o índice de divórcios se manteve numa média de sete casos por dia.

Segundo o semanário Panorama Católico, o aumento dos divórcios é um problema que aflige a Igreja católica. Na última edição, o presbítero Gilberto Gómez Botero, diretor do Centro Pastoral Familiar Latino-Americano (Cenpafal), com sede em Bogotá, reconheceu que a igreja se preocupa com o aumento dos casos de divórcio, mas entende que esta também deve ser uma preocupação do Estado.

Gómez Botero disse que o Estado deve se preocupar porque uma família sã nasce de um casal são, e quando isto não ocorre, a união fracassa.

No Panamá as separações geralmente ocorrem por mútuo consentimento e entre casais que tinham mais de dez anos de vida separados. Dos casais que se divorciaram em 2005, 435 tinham de cinco a nove anos de vida matrimonial.

Para evitar os divórcios, Gómez Botero disse que é preciso alcançar casamentos de qualidade, em que os casais que decidem viver juntos tenham plena consciência do compromisso e da responsabilidade que isso implica.

O presbítero advogou pela realização de cursos matrimoniais que ajudem os futuros cônjuges a alcançarem esse grau de conscientização. Mas Gómez Botero não fala somente em ajudar os que pretendem se casar, mas também aos que já estão casados.

Fonte: ALC