Os bandidos voltaram a aterrorizar instituição religiosa da região de Umuarama, no Paraná. Na noite do último domingo o alvo foi a casa paroquial de Xambrê. Além de roubar R$ 3,2 mil os bandidos mantiveram reféns e espancaram o sacerdote.

Este foi o terceiro roubo contra o patrimônio da Igreja Católica em menos de um mês. Nos três eventos foram roubados aproximadamente R$ 9 mil.

Pedindo para ter o nome resguardado a vítima contou que chegava em casa, por volta das 23h, quando foi abordado por dois indivíduos encapuzados e armados de revólveres. “Não pude observar as características dos ladrões porque estava escuro e eles escondiam os rostos. Pedi calma, mas eles ignoraram e foram muito violentos. Chegaram a me agredir com socos, pontapés e coronhadas”, lamentou.

O religioso teria dito ainda, em depoimento, que onze pessoas foram amarradas e ficaram sob mira de revólver até que os assaltantes fossem embora com R$ 2,6 mil da igreja e outros R$ 600 dele. “Eles só levaram o dinheiro e quando saíram escutamos o barulho de uma motocicleta. Conseguimos nos soltar e acionamos a polícia”, explicou a vítima.

O investigador da delegacia de Xambrê, Cícero Lopes, salientou que a polícia está investigando o caso. A identificação dos bandidos, porém, é de grande dificuldade pela falta de dados passados pelas vítimas. “Poucas informações foram passadas pelo fato dos marginais estarem com capuzes. Mesmo assim, estamos trabalhando para por os assaltantes da cadeia. Esta foi a primeira vez que uma entidade religiosa foi alvo marginal em nossa cidade”, lembrou.

A polícia pede para que o clero redobre a segurança, pois os ladrões estão voltando a atenção às instituições filantrópicas e religiosas.

Reincidência – Há quase um mês roubo semelhante ocorreu em Perobal onde foram levados R$ 1,7. No último dia 17 o clima de oração e estudos do Seminário Bom Pastor, em Umuarama, foi interrompido com truculência pelos assaltantes. Na oportunidade foram roubados R$ 4 mil. A polícia não descarta a hipótese dos roubos terem sido promovidos pelas mesmas pessoas.

Fonte: Umuarama Ilustrado