Mais de um milhão de fiéis assistiram nesta sexta-feira à missa de canonização de frei Galvão pelo papa Bento 16, que usou o exemplo do primeiro santo brasileiro para defender valores católicos e criticou a mídia por ridicularizá-los.

O papa consagrou Frei Galvão como Santo Antonio de Sant’Anna Galvão.

Em clima de emoção contida e com gestos modestos, assim como os do pontífice, o público vindo de todo o Brasil e de países da América Latina se empolgou em alguns momentos.

A passagem do papamóvel, as canções em homenagem ao frei Galvão e o discurso do papa se destacaram em quase duas horas e meia de cerimônia.

O alemão Joseph Ratzinger, vestido em trajes litúrgicos brancos e vermelhos, citou o religioso nascido em 1739 em Guaratinguetá, interior paulista, como um pacificador de almas. O franciscano ficou conhecido pelas pílulas que são até hoje distribuídas gratuitamente.

“Desde a sua juventude, querendo pertencer-lhe para sempre e escolhendo a Virgem Maria como mãe e protetora das suas filhas espirituais… que belo exemplo deixou-nos frei Galvão”, disse o papa em sua homilia.

O pontífice afirmou ainda, no texto lido em português, que os exemplos deixados por frei Galvão ainda são atuais para todos, “que vivemos numa época tão cheia de hedonismo”.

“O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer”, declarou Bento 16.

A missa foi realizada diante de mais de 400 co-celebrantes, cerca de dois mil padres, mais de mil convidados e diversas autoridades. O papa também reforçou críticas à mídia por ridicularizar a defesa do sexo fora do matrimônio.

“É preciso dizer ‘não’ àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”, afirmou o pontífice.

No encontro com os jovens no dia anterior, ele já havia feito um apelo pela castidade e respeito aos valores católicos. Ao mencionar a santidade do matrimônio, foi fortemente aplaudido.

Fonte: Reuters