Teve início em Berlim, capital da Alemanha, a coleta de assinaturas para fazer retornar a aula de religião nas escolas da cidade.

Até o dia 21 de janeiro de 2009 os promotores do referendo, destinado a cancelar a substituição da aula de religião com o ensino de “Ética”, deverão recolher 170 mil assinaturas. Todavia o referendo popular a ser convocado sucessivamente deverá obter o consenso de ao menos 610 mil eleitores.

O ensino da religião nas escolas de Berlim fora abolido após a queda do regime nazista pelas autoridades soviéticas e sucessivamente ficou em vigor em ambos os setores da cidade dividida. Além de Berlim, somente no Brandeburgo e na cidade-estado de Brema vigora a completa laicidade nas escolas, onde a aula de religião só é permitida após o término das demais e somente com a solicitação das famílias. Muitas delas renunciam para não fazer pesar o já carregado horário escolar dos filhos.

Agora uma iniciativa popular denominada “Pro Reli” decidiu recolher na capital as assinaturas para convocar um referendo. As Igrejas católica e protestante e as comunidades judaica e islâmica turca já deram o seu apoio à proposta.

Ao invés, o sindicato dos professores é contrário ao retorno da aula de religião. A presidente Rose-Marie Seggelke explicou o motivo de sua oposição: se a aula de religião retornar às escolas, cada comunidade teria o direito de reivindicar um ensinamento separado. Ao mesmo tempo a liderança política da capital, formada pela coalizão entre o partido social-democrático e a Linke de Oskar Lafontaine, se diz confiante que a iniciativa da “Pro Reli”, irá falir.

“Somos otimistas e estamos prontos a lutar”, declarou o líder social-democrata Michael Mueller, pertencente à comunidade protestante, segundo o qual “as Igrejas devem ter o seu lugar nas escolas, mas o ensino da região não pode ser obrigatório”.

Mueller precisou que o ensino facultativo da religião é “importante também para a política de integração”, pois graças ao ensino da Ética é oferecido a todos os estudantes “um espaço no qual se compartilham valores comuns”.

Fonte: Rádio Vaticano