O líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, pediu ontem aos seguidores da rede terrorista e dos vários grupos rebeldes que atuam no Iraque que “deixem de lado o fanatismo” e “se unam, pelo bem da nação islâmica”.

Bin Laden fez estas declarações numa gravação de áudio divulgada pela rede de televisão catariana “Al Jazira”, mas cuja autenticidade ainda não foi comprovada.

O líder da Al Qaeda também pediu que os grupos insurgentes apliquem a lei islâmica em todas as questões.

Na mensagem, intitulada “Mensagem ao povo do Iraque”, Bin Laden diz que os “mujahedins” (combatentes na guerra santa) que atuam em solo iraquiano cometeram erros.

“Irmãos mujahedins no Iraque, vocês fizeram bem ao cumprir seus deveres, mas se descuidaram de outra grande obrigação, que é permanecerem unidos”, diz Bin Laden na mensagem, carregada de referências à união.

O líder terrorista também pede aos xeques tribais e aos líderes dos grupos armados que “empreguem seus esforços para alcançar a reconciliação entre todas as facções e para que a lei islâmica reine”.

A mensagem vem a público depois que, no último dia 11, seis grupos sunitas contrários à Al Qaeda anunciaram a criação de uma frente unida com a qual tentarão legitimar seu direito de lutar contra as tropas estrangeiras no Iraque.

Os seis grupos, reunidos no chamado Conselho Político para a Resistência, são o Exército Islâmico, o Exército dos Mujahedins, a Ansar al-Sunna, o Exército da Conquista, o Movimento de Resistência Islâmica e a Frente de Resistência Islâmica.

Há mais de um ano, sob a influência indireta Governo iraquiano, a insurgência sunita vem se distanciando da Al Qaeda, graças à interferência de xeques tribais.

Fonte: EFE