A ordenação pelo Governo chinês do novo bispo coadjutor da diocese de Guizhou contou com a autorização da Santa Sé, segundo assegurou a agência vaticana “Asianews”.

Este foi qualificado como um passo importante na reconciliação da igreja “oficial” chinesa e da igreja considerada “clandestina”, fiel ao Vaticano.

Paolo Xiao Zejiang, de 40 anos, foi ordenado bispo coadjutor da diocese do sul da China em 8 de setembro na catedral de Guiyang.

Anteontem, na missa dominical, os párocos informaram aos fiéis que a nomeação havia sido aprovada pela Santa Sé, segundo a “Asianews”.

O Vaticano, por sua parte, não realizou nenhuma declaração a este respeito.

A agência vaticana destaca que a ordenação de Xiao é a primeira que ocorre no país depois da carta enviada em junho por Bento XVI às autoridades chinesas.

Em sua carta, o Pontífice reivindicava a autonomia da Santa Sé na nomeação dos bispos, e pedia aos pastores e fiéis chineses que tornassem pública sua união com a Igreja Católica Apostólica Romana.

O Vaticano e a China não mantêm relações diplomáticas desde 1951.

No país asiático coexistem duas igrejas católicas: a Associação Católica Patriótica, que responde só às autoridades chinesas, e a clandestina, que é católica romana.

A ordenação do novo bispo foi testemunhada por fiéis e sacerdotes pertencentes tanto à Igreja oficial quanto à “clandestina”, o que, segundo a agência, representa um “grande passo rumo à reconciliação entre as duas partes da Igreja Católica chinesa”.

A cerimônia contou com a presença de cerca de 3 mil pessoas, 40 sacerdotes e 5 bispos, e foi presidida pelo bispo de Guizhou, Aniceto Wang Chongyi, presidiu a cerimônia A igreja “oficial” costuma efetuar consagrações de bispos consideradas “ilegais” pelo Vaticano, embora às vezes algumas recebam o beneplácito do Papa e do Governo chinês.

Em 2006, houve 5 consagrações de bispos católicos na China, 3 delas sem a aprovação do Papa e outras 2 com a de Bento XVI, mas sem a das autoridades chinesas.

Fonte: EFE