Para d. Mol, reitor da PUC Minas, proposta do governo é ”um privilégio e concessão aos grupos interessados”.

O novo responsável pelo setor pastoral de Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Joaquim Giovane Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte e reitor da PUC Minas, criticou, em entrevista ao Estado, o projeto do governo de debater homossexualidade em escolas do ensino médio.

“Lamento que a opção do governo e do MEC, nesse assunto, tenha sido pela formação fragmentada”, declarou. Para ele, um projeto de formação integral dos jovens “contemplaria boas reflexões sobre o homossexualismo, a pessoa do homossexual, bem como sobre o desenvolvimento da sexualidade, compreendida como elemento intrínseco à condição humana”.

Ele argumenta que “combater um preconceito exibindo vídeos de relações entre pessoas do mesmo sexo nas escolas públicas não parece adequado, pois revela uma concepção fragmentada da questão, um privilégio e concessão aos grupos interessados, uma imposição sobre crianças e adolescentes”.

D. Mol também afirma que a atitude do governo “desconsidera e contraria, muito provavelmente, não só os pais dos alunos, mas também o conjunto do povo brasileiro, a quem os governantes devem servir”. Ele também recomendou que o governo empreendesse “um saudável e franco diálogo com educadores de vários setores”.

[b]Diáconos[/b]

Os 2,5 mil diáconos permanentes, dos quais 95% são casados, conseguiram pouco progresso na CNBB na revisão de seus estatutos – trabalho executado ao longos dos últimos cinco anos. Ficou definido, por exemplo, que sua função é auxiliar o bispo na distribuição da caridade – coordenando obras sociais da Igreja – e não servir de acólito ao padre nas celebrações litúrgicas, como costuma ocorrer.

O diácono que ficar viúvo continua sendo proibido de se casar de novo, com uma exceção: no caso de ter filhos pequenos que precisem de cuidados maternos. A proposta de que viúvos idosos pudessem buscar uma nova companheira para ampará-lo não foi aprovada. Apenas uma meia dúzia de bispos levantou as mãos em apoio à sugestão de que as mulheres pudessem ser ordenadas diaconisas.

[b]Pedido[/b]

Encorajados pelo cardeal d. Cláudio Hummes, prefeito emérito da Sagrada Congregação para o Clero, do Vaticano, e arcebispo emérito de São Paulo, os bispos eméritos conseguiram aprovar, em Aparecida, o pedido para que a CNBB proponha ao papa a alteração do Código de Direito Canônico para que eles, mesmo já aposentados, possam participar da Assembleia-Geral do episcopado.

[b]Fonte: Estadão[/b]