O monsenhor Antonio Rosario Mennonna, de 103 anos, considerado o bispo mais velho do mundo, morreu nesta sexta-feira em sua residência, na cidade de Muro Lucano, localizada na região de Basilicata, sul da Itália.

O funeral do religioso será realizado neste sábado, às 15h (12h no horário de Brasília), na Igreja de Santo André. A prefeitura de Muro Lucano decretou luto oficial.

“O monsenhor Antonio Rosario Mennonna era um bispo amado por todos. Um exemplo para o mundo inteiro, um testemunho autêntico de fé. Um pastor e professor para as novas gerações e um homem de grandíssima e profunda cultura humanística”, comentou o prefeito da cidade, Gerardo Mariani.

Líderes políticos e religiosos compareceram à casa do bispo logo após a divulgação da notícia de sua morte.

Entre eles, estava o arcebispo Agostino Superbo. “Eu o conheci nos meus primeiros anos de sacerdócio, em Puglia. Lembro da grande paixão que ele tinha pelos seminários. Amava história, era ligado às suas raízes, ao dialeto lucano e a seu país”, relembrou Superbo, que presidirá o funeral.

Mennonna nasceu em Muro Lucano em 27 de maio de 1906. Foi ordenado sacerdote em 12 de agosto de 1928, depois de estudar no Seminário Arcebispal de Benevento e no Pontifício Seminário de Posillipo.

Graduou-se em Letras pela Universidade Estadual de Nápoles e foi designado bispo em janeiro de 1955 pelo papa Pio 12. O religioso participou do 2º Concílio Vaticano, realizado entre os anos de 1962 e 1965.

Em seu último aniversário, lançou o livro “Diálogos com personagens da antiga Roma”, escrito com a colaboração dos netos Mario e Antonio.

Ele esteve na mídia recentemente por sua oposição ao filme “Anjos e Demônios”, obra adaptado do livre de Dan Brown, que traz Tom Hanks no papel do simbologista de Harvard Robert Langdon. Ele é chamado para desvendar os mistérios em torno de uma série de assassinatos. Um extremista sequestra e mata de hora em hora quatro cardeais cotados para a vaga aberta com a morte do papa. À meia-noite, uma bomba vai explodir dentro do Vaticano durante esse conclave.

No dia seguinte à sessão na capital italiana, o bispo Mennonna entrou com uma denúncia na Procuradoria de Roma e de Potenza, chamando o filme de “difamatório e ofensivo aos valores da igreja e ao prestígio da Santa Sé” e conclamando os fiéis católicos a não irem vê-lo.

Fonte: Folha Online