No comunicado, os bispos pedem que, na discussão de planos de educação, prefeitos e vereadores de São Paulo se posicionem a favor da família segundo a “tradição cristã”.

Um dia após a palavra “gênero” ser retirada do Plano Municipal de Educação da capital paulista, dom Odilo Scherer, arcebispo de SP, e outros representantes da CNBB (Confederação Nacional de Bispos do Brasil) divulgaram carta a prefeitos e vereadores do Estado para alertar sobre “os valores da família”.

No comunicado, os bispos pedem que, na discussão de planos de educação, eles se posicionem a favor da família segundo a “tradição cristã”, formada unicamente por um homem e uma mulher.
Sugerem ainda incluir ensino religioso nos currículos.

Os municípios têm até 24 de junho para aprovar os planos que guiarão as políticas educacionais por dez anos.

No projeto paulistano, palavras como “gênero”, em vez de sexo masculino e feminino, foram interpretadas pela igreja e vereadores como ideologia para educar meninos e meninas de forma neutra. Eles foram retirados do projeto por uma comissão da Câmara.

Um dos trechos previa “implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação à orientação sexual ou à identidade de gênero”. Com a mudança, a expressão “identidade de gênero” foi retirada.

Toninho Vespoli, vereador do PSOL e relator da comissão de Educação, afirmou não entender por que a proposta foi interpretada como uma pregação de “ideologia” de gênero. “O amor ao próximo é o maior ensinamento que Deus nos deu.”

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]