A Conferência Episcopal Peruana emitiu um comunicado, no qual ressalta a inviolabilidade da vida humana e sua oposição à pena de morte. Trata-se de uma reação ao movimento social que pede a pena capital como castigo para quem violenta e mata menores.

No texto intitulado “Vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10), o Episcopado peruano recorda que a Igreja quer ser “também hoje, promotora do valor da vida humana, que “tem de ser respeitada porque é sagrada””. “Desde o seu início, a vida humana pressupõe a ação de Deus e permanece para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim; além disso, é obrigação do Estado proteger a vida.”

Os bispos afirmam ainda, que “ninguém pode dispor diretamente da vida própria ou alheia, sem levar em conta o grave risco que se corre, em querer ser dono da vida, uma vez que Deus é o único Senhor da vida humana”.

“Consideramos que é necessário _ continuam os prelados _ buscar uma solução integral para essa problemática, com base numa política de prevenção, que passa por uma renovação do nosso esforço pela busca da formação da pessoa humana, alicerçada nos princípios e valores sólidos, numa verdadeira educação, não uma mera informação.”

Finalmente, os bispos peruanos pedem às autoridades competentes, aos agentes sociais e aos políticos, que “não convertam o delicado e complexo tema da pena de morte num assunto de caráter político, já que sua dimensão e sua consideração devem ser fundamentalmente jurídica, ética e moral”.

Fonte: Rádio Vaticano