Bispos católicos chilenos afirmaram que nem o Estado nem ninguém pode ter exclusividade sobre a educação dos mais pobres e que a superação da pobreza depende da qualidade da educação no país.

O Comitê Permanente do Episcopado pediu que se garanta por lei um sistema educacional plural, de boa qualidade, acessível a todos os chilenos e de acordo com os princípios morais e religiosos de cada pessoa.

A Igreja Católica interveio no debate educacional iniciado no Chile após milhares de estudantes do ensino médio se mobilizarem com protestos nas ruas e ocupações de escolas em todo o país para exigir uma educação de melhor qualidade.

A presidente Michelle Bachelet conseguiu deter os protestos estudantis, criando uma ampla comissão governamental com participação de todos os segmentos da sociedade que proporá as medidas de fundo para a reforma da educação.

“A qualidade de vida, a superação da pobreza, o nível cultural e a nobreza das relações humanas de um povo dependem da qualidade da educação”, disseram os bispos. Segundo os religiosos, a tarefa de educar deve ser sempre considerada como um serviço público inestimável, mas a mesma não pode ser exclusividade de nenhum setor.

“A nenhum setor educacional, nem sequer ao próprio Estado, pode ser outorgada a faculdade de conceder o privilégio e a exclusividade da educação dos mais pobres”, afirmaram os bispos.

De acordo com os religiosos, o Estado não só deve garantir a educação a todos os chilenos, mas também deve zelar para que esta seja plural, de boa qualidade, em concordância com a realidade de cada pessoa e respeitando seus princípios morais e religiosos.

Fonte: Folha Online