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Uma campanha lançada pelo Centro Americano de Direito e Justiça (ACLJ) está convocando o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para se reunir com o presidente iraniano, Hassan Rohani na reunião da Assembléia Geral da ONU, em Nova York mais tarde, em setembro, para pedir-lhe pela libertação do pastor do Pastor e cidadão norte-americano, Saeed Abedini.

“Eu respeitosamente peço que você faça tudo que estiver ao seu alcance para se reunir com o presidente Rouhani, enquanto ele estiver em Nova York, para negociar a libertação de Saeed Abedini, um pastor que foi preso no Irã há três anos, apenas por exercer pacificamente a sua fé”, disse a carta dirigida a Ban e que o ACLJ está pedindo que as pessoas a assinem.

“Pastor Saeed sofre atualmente com graves lesões que lhe foram causadas na prisão e precisou de cirurgias que não lhe foram acessíveis. Ele precisa ser liberto por razões humanitárias e autorizado a voltar para sua esposa e filhos”.

Abedini está preso há quase três anos no Irã e segundo informações passadas pelo ACLJ, ele está sendo punido em razão de sua fé cristã. O pastor de 35 anos de idade foi preso em julho de 2012, enquanto trabalhava em um orfanato que estava construindo no Irã, e mais tarde foi condenado a oito anos de prisão.

O grupo que tem representado a esposa de Abedini, Naghmeh, e os dois filhos do casal nos EUA, acrescentou em um comunicado, no qual afirma que a prisão do pastor é injusta e classificou o Irã como um “patrocinador do terrorismo”.

“Por muito tempo, nosso irmão em Cristo tem inocente injustamente sofrido nas mãos do maior estado patrocinador do terrorismo, e por muito tempo Saeed tem sido deixado em segundo plano diante das negociações internacionais com o Irã”, alertou o texto.

Abedini tem enfrentado espancamentos sucessivos, ataques e tem passado por situações de intimidação, tanto por parte dos guardas, como dos colegas de cela, sendo alvo de sua fé e de sua cidadania.

O ACLJ fez duas críticas ao presidente Barack Obama por chegar a apoiar o acordo sobre um sobre energia nuclear com o Irã, que vai suspender algumas sanções econômicas contra a República Islâmica, mas sem obriga-la a melhorar seu histórico de direitos humanos e libertar americanos presos que está mantendo em situações deploráveis nos presídios.

Mais de 32.000 pessoas assinaram a carta que será enviada a Ban a partir desta quarta-feira (2). O ACLJ está dizendo aos norte-americanos que suas vozes podem fazer a diferença.

“Isso pode significar a diferença entre Saeed voltar para sua família ou permanecer por muitos outros anos no tormento injusto e na solidão do outro lado do mundo, afastado da esposa e dos filhos”, explicou o grupo.

Naghmeh Abedini anteriormente falou com o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Junho de 2013, e apelou aos líderes mundiais para defender os princípios que eles dizem defender e ajudar o marido preso.

“O Irã tem mantido Saeed preso porque ele acredita que Jesus Cristo morreu na cruz para o perdão dos pecados e para reconciliar a humanidade com Deus”, disse a esposa de Abedini ao Conselho.

[b]Fonte: Guia-me[/b]