O candidato ao governo do estado da Bahia, Átila Brandão, do PSC, que é bispo de Igreja Batista do Caminho das Árvores, esteve nesta segunda-feira dando entrevista para a Rádio A Tarde FM, onde falou do processo judicial que corre contra ele por ofensas feitas ao Candomblé.

Para Átila, trata-se de uma armação e de um processo “politiqueiro”. O candidato explicou que é filho de pai negro e mãe judia, e por isso mesmo jamais seria intolerante em questões como essa. Ele ainda completou dizendo que foi criado no Candomblé. Mas, quando respondeu à pergunta de um ouvinte, disse que não compareceria a festejos de outras crenças caso estas o chocassem.

Sobre o conflito entre política e religião, Átila refutou a pecha de candidato evangélico e disse que “esta imagem precisa ser desmistificada”. Segundo o candidato, sua pretensão é governar para todos os baianos. Mas, quando a religião esbarrou no tema da educação, Átila assumiu uma posição clara: criticou a teoria evolucionista de Darwin, que é ensinada nas escolas, e disse acreditar “piamente” que Deus é o criador do Homem e da Terra. Ainda na educação, ele prometeu melhores salários e condições para os professores e, para isso, lembrou o exemplo do imperador Hiroito no Japão do pós-guerra.

Quanto à sua candidatura, Átila foi enfático ao dizer que vai ganhar a eleição no primeiro turno. O candidato questionou as pesquisas, chamando-as de elitistas: “a melhor pesquisa vai ser no dia 1º de outubro. A Bahia vai se surpreender”.

Ele considerou falta de respeito o apelido de nanico que os candidatos de partidos pequenos recebem. Para isso citou o exemplo de Hilton Coelho (PSOL), a quem considerou preparado e fez elogios sobre sua formação acadêmica.

Fonte: Rádio A Tarde FM