Cardeal Angelo Amato, afirmou que a nomeação do papa João Paulo 2º como santo católico ocorrerá em 1º de maio.

O cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, afirmou que a nomeação do papa João Paulo 2º como santo, após a beatificação que ocorrerá em 1º de maio, pode ser “rápida” e “rigorosa” e que o Vaticano já recebeu alertas da ocorrência de vários milagres ao redor do mundo, e bastaria comprovar só “mais um”.

“Nós temos indicações de todo o mundo de grandes graças. Agora corresponde à postulação eleger uma delas, fazer uma seleção e ver, sempre com a ajuda de especialistas, médicos e cientistas, qual milagre poderia ser selecionado, como uma suposta cura, por exemplo, para que logo se possa proceder com o exame jurídico do milagre”, apontou o religioso.

O cardeal Amato afirmou que, após a beatificação, os passos para a canonização contarão com “a rapidez, mas também o rigor” no processo, assim como considerou que foi o de beatificação.

Segundo ele, a causa da beatificação, apesar de ter percorrido um “caminho preferencial”, “foi seguida com grande atenção e um grande cuidado de procedimento, inclusive porque a pressão midiática fazia com que [a causa] não pudesse ser levada adiante de modo superficial, mas sim de modo adequado à personalidade do futuro beato”.

O chefe do dicastério dos Santos reiterou que não houve atropelo no processo de beatificação, nem haverá no de canonização. “A causa teve uma análise muito cuidadosa, apesar de ter sido rápida. Rapidez que não significa pressa ou superficialidade, senão um grande profissionalismo de procedimento”, justificou.

“É claro que, tendo sido posta a causa pelo papa Bento 16 em uma via preferencial, não havendo nenhuma causa a frente e nenhuma atrás, [a Igreja] procedeu segundo as etapas e a medida que iam sendo cumpridas, passava-se à seguinte”, complementou.

O atual pontífice foi o responsável por apresentar a causa de beatificação de João Paulo 2º, em um processo que contrariou o Código de Direito Canônico, uma vez que o processo foi apresentado poucas semanas após a morte de Wojtyla, ao invés de esperar cinco anos, conforme a norma.

O próprio João Paulo 2º já havia ignorado a regra pela primeira vez, permitindo o início imediato do processo canônico para Madre Teresa de Calcutá, falecida em 1997 e beatificada em 2003.

O Vaticano reconheceu como milagre o caso da freira francesa Marie Simon-Pierre, que foi curada “inexplicavelmente” do Mal de Parkinson, após orar pedindo pela intercessão de Wojtyla.

Após o dia da cerimônia de beatificação, 1 de maio, será aberto um outro processo para a canonização. Para isso, é necessária a comprovação de um outro milagre, ocorrido após a beatificação.

[b]Fonte: Folha Online[/b]