O cardeal Juan Luis Cipriani, primaz da Igreja Católica do Peru, fez neste sábado um chamado à conciliação e à serenidade, e pediu o fim dos saques e do vandalismo nas zonas devastadas pelo violento terremoto da última quarta-feira.

“É o momento em que toda essa solidariedade deve se transformar em um corpo de trabalho. A chamada é muito clara e firme, não se pode tolerar nenhuma ação de pilhagem e vandalismo. O que ocorreu ontem à noite em algumas zonas não se pode tolerar”, afirmou Cipriani.

Ao comentar as denúncias de roubos e ataques, o cardeal peruano declarou à emissora “Radioprogramas” que estes atos “em uma situação de dor são muito mais graves”.

“Faço a todos um chamado à conciliação, à serenidade, para seguirem colaborando dentro da ordem e do respeito à propriedade”, indicou.

O Governo de Alan García redobrou hoje a presença militar no litoral peruano, atingido pelo movimento telúrico de 8 graus na escala Richter, para frear a violência e os saques.

Segundo testemunhas e a imprensa peruana, os saques aconteceram nas zonas devastadas pelo terremoto que assolou as cidades de Pisco, Chincha, Ica e Cañete, todas ao sul de Lima.

Três dias depois do tremor, as autoridades tentam restabelecer a ordem diante das dificuldades para distribuir a ajuda humanitária, e hoje o Governo anunciou que mil soldados serão deslocados à região.

Atualmente, há cerca de 400 soldados na zona, que junto a outros 600 policiais tentam frear os saques, principalmente noturnos.

O presidente peruano também se pronunciou hoje sobre a eventual onda de saques e anunciou que a ordem será estabelecida de maneira enérgica, advertindo que não permitirá a ação de delinqüentes.

Fonte: EFE