Os advogados de defesa do casal alegam que eles pertencem a uma igreja que endossa a cura pela fé.

Um casal de americanos enfrenta julgamento por homicídio involuntário depois que seu filho de dois anos morreu de pneumonia. Herbert e Catherine Schaible preferiram orar em vez de levar Kent a um médico, resultando na morte do menino.

Os advogados de defesa alegam que os Schaibles estão sendo processados por serem cristão fundamentalistas e pertencer a uma igreja que endossa a cura pela fé.

Eles alegam que os promotores não podem provar que a mãe sabia que Kent enfrentava risco de morte quando ficou doente, em janeiro de 2009.

O menino morreu dez dias depois de contrair pneumonia bacteriana. Os promotores dizem que uma visita ao médico poderia ter salvado sua vida.

O julgamento começou nesta terça-feira na corte de Filadélfia.

[b]Outro caso
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Em outubro de 2009, um outro casal americano foi condenado por ter orado pela filha doente em vez de levá-la ao médico. Dale e Leilani Neumann foram sentenciados a dez anos de liberdade condicional e também terão que passar um mês na prisão a cada ano, até 2014.

A filha deles, Madeline, de 11 anos, morreu em março de 2008, vítima de diabetes, em sua casa na zona rural do Estado de Wisconsin, cercada de pessoas que oravam por sua recuperação.

No julgamento, o pai, de 47 anos, disse que acreditava que Deus poderia curar sua filha. Neumann, que chegou a estudar para ser ministro pentecostal, disse ao júri que, caso chamasse ajuda médica para a filha, “estaria colocando o médico à frente de Deus”.

O juiz do caso afirmou que os Neumann são “pessoas boas que tomaram uma decisão errada”.

[b]Fonte: Folha Online
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