Estudo do Vaticano revela que fiéis “resistem” à doutrina da igreja sobre o divórcio, a homossexualidade, as relações preconjugais ou a fecundação in vitro.

Jorge Mario Bergoglio já está fazendo coisas que um papa jamais havia feito. No último sábado visitou a Calábria e excomungou a ‘Ndrangheta, na Calábria, e todas as máfias que impõem sua lei criminosa na Itália.

Agora, o Vaticano apresentou na quinta (26) o resultado da pesquisa mundial que Francisco havia encomendado em outubro passado para conhecer, em primeira mão e sem intermediários, as opiniões dos católicos sobre alguns assuntos que até agora tinham sido tabus.
Uma das respostas mais interessantes é que os fiéis “resistem” à doutrina da igreja sobre “o controle da natalidade, o divórcio e as segundas núpcias, a homossexualidade, as relações preconjugais ou a fecundação in vitro”.

[img align=left width=300]http://www.paraiba.com.br/static/images/noticias/normal/1400962982402-papa-francisco.jpg[/img]Outra das conclusões é que os católicos estão de acordo com o papa Francisco quando disse, ao voltar do Rio de Janeiro, “quem sou eu para julgar os gays?” Os fiéis defendem que os homossexuais sejam tratados com “respeito, compaixão e delicadeza”, evitando diante deles “todo sinal de discriminação injusta”.

A iniciativa do papa surgiu em outubro passado. O Vaticano enviou às dioceses do mundo todo 38 perguntas muito concretas para saber que sofrimentos espirituais perturbam as famílias católicas atualmente. Com as respostas – vindas de paróquias, movimentos eclesiásticos, instituições acadêmicas ou especialistas a título individual – foi elaborado um documento de 77 páginas – “Instrumentum Laboris” – sobre o qual deverão trabalhar os bispos no sínodo extraordinário convocado para outubro próximo.

De sua leitura se infere que muitos católicos criticam a incapacidade da igreja de responder aos novos desafios. O documento – apresentado pelo cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário- geral do Sínodo dos Bispos – chega a admitir que a igreja deve encontrar com urgência “novas linguagens” e “formar adequadamente os operadores pastorais” para transmitir seus ensinamentos.

A igreja não vai mudar sua rotina, é claro, mas sim o sotaque e o olhar. Um exemplo muito claro sobre o qual também trata o documento é a relação com os casais homossexuais. O documento diz que todas as conferências episcopais – depois de examinar as respostas dos fiéis às perguntas do papa Francisco – se negam rotundamente a “redefinir o casamento”. Só se considera casamento aquele entre um homem e uma mulher, mas ao mesmo tempo eles pedem para os homossexuais “uma atitude respeitosa para com eles, isenta de preconceitos” – na linha das palavras do papa.

[b]Fonte: Paraíba online[/b]