A reação indignada da Igreja Católica diante da ameaça da ministra francesa da habitação de recorrer à justiça para garantir abrigo aos sem-teto durante o inverno ganhou as manchetes de vários jornais.

O pedido da ministra Cecile Duflot para as paróquias abrirem as portas para alojar os que não têm moradia fixa foi visto como uma provocação pelas autoridades religiosas e também por diversas associações de caridade.
A comunidade católica não esperou o governo para prestar solidariedade aos sem-teto, afirma o Le Figaro em sua primeira página. As autoridades religiosas e voluntários dizem estar mobilizados durante o ano todo para ajudar os que não têm moradia e acusam a ministra de criar um factoide, mais por sua “ignorância da realidade” do que pela “sua verdadeira vontade”.

Eles ainda aconselham o governo a usar todos os imóveis públicos vazios para acolher os sem teto.
Ilustrada com foto de um grupo de sem-teto alojado na paróquia São José das Nações, em Paris, o jornal católico La Croix afirma que a Igreja Católica já está mobilizada há muito tempo para prestar assistência aos que precisam de uma moradia e cita o exemplo da campanha Inverno Solidário, lançada em 2008.

Em comunicado divulgado ontem, diversas entidades católicas sugerem à ministra da Habitação que pergunte também a outros órgãos do governo, a bancos e companhias de segurança se eles também dispõem de imóveis vazios para acolher os sem-teto do país.

O impacto da crise econômica no setor automobilístico francês é o assunto em destaque do diário Les Echos. A venda de carros novos este ano no país deve ser inferior a 1 milhão e 900 mil unidades, ou seja, um recuo de 14% em relação ao ano anterior.

É o pior desempenho dos últimos 15 anos. Os fabricantes franceses também registraram perdas e estão pessimistas para o ano que vem apesar de vários lançamentos previstos, escreve o Les Echos.

O Libération traz uma reportagem especial sobre a situação dramática dos moradores de Alepo e Idlib, duas cidades que simbolizam uma Síria devastada.

Em sua manchete o Libé escreve que seus enviados especiais relatam o cotidiano de uma guerra lenta, com um fim ainda imprevisível, e que já deixou 40 mil mortos.

[b]Fonte: RFI[/b]