A Igreja da Cientologia — seita frequentada por vários famosos, entre eles o Tom Cruise — foi condenada nesta terça-feira (16) definitivamente na França por fraude e formação de quadrilha.

A condenação ocorreu depois que o Tribunal de Cassação, a instância judicial mais importante no país, rejeitou o recurso apresentado pela organização.

[img width=300]http://img.r7.com/images/2013/10/16/12_33_59_126_file?dimensions=300×490[/img]A entidade, como havia anunciado em fevereiro de 2012, quando o Tribunal de Apelação confirmou sua condenação, ressaltou hoje que pensa recorrer da sentença perante o Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

“É evidente que o Tribunal de Cassação não quis se sujar, tomar uma decisão corajosa. Um caso como esse precisa ser levado a Estrasburgo, para que possa ser julgado sem pressões”, disse à EFE o porta-voz da Cientologia na França, Eric Roux.

O recurso, segundo indicou, será apresentado no mês que vem, e nesse tempo planejam seguir com seu trabalho na França e lutar para que prevaleça, segundo sua opinião, “a liberdade religiosa”.

“Não é possível que seja religião em um lugar e, no outro, não. Um país, quando quer se livrar de uma religião, diz que é uma seita”, criticou o porta-voz sobre o fato de a Cientologia ser considerada uma seita na França, mas uma religião nos Estados Unidos e em outros países, como a Espanha e a Itália.

Na audiência de 4 de setembro, os defensores da Cientologia denunciaram precisamente que em seu caso havia se atentado contra a liberdade religiosa, enquanto o advogado geral do Tribunal de Cassação apontou que na origem da condenação havia apenas “infrações à legislação penal”.

Os juízes, na sentença de fevereiro de 2012 do Tribunal de Apelação, consideraram provado que as duas principais entidades da Cientologia na França contavam com uma estrutura destinada a extorquir pessoas vulneráveis.

Membros da Cientologia consideraram que a sentença era consequência de “pressões sobre a Justiça”, vindas “principalmente do Ministério da Justiça” e da Missão de Luta contra as Seitas (Miviludes), e hoje foi reiterado que o processo contou com “ingerências” estatais.

[b]Fonte: R7[/b]