O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Geraldo Lyrio Rocha, defendeu a responsabilização das pessoas que cometeram crime de tortura durante o período de ditadura militar.

Segundo ele, por mais que a Igreja seja a favor de que todas as pessoas que cometeram erros na época sejam perdoadas, também acredita que aqueles que cometeram injustiças sejam punidos.

“Perdão não é sinônimo de impunidade, temos que perdoar sem dúvida porque sem perdão não há reconciliação e sem reconciliação não há paz. (…) Mas a impunidade não. É preciso que os culpados sejam reconhecidos e dentro do que é justo e legal sejam também punidos, não podemos acobertar o crime”, disse.

Dom Geraldo também saiu em defesa da abertura de todos os arquivos relacionados ao período militar, inclusive dos que são considerados ultra-secretos. “A abertura dos arquivos pode ajudar a elucidar muitas questões e trazer à lume essa página triste da história do Brasil. Não podemos construir história acobertando fatos que fazem parte da nossa historia. Sem dúvida são fatos dolorosos, que nos envergonham, mas precisamos purificar a memória do País”, afirmou.

Fonte: Terra