A promotoria encontrou um incremento injustificado de mais de 80 milhões de pesos no patrimônio da senadora Claudia Rodríguez de Castellanos,uma das fundadoras da Missão Carismática Internacional, organização criada no início dos anos 80 do século passado.

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O processo foi remetido à Corte Suprema de Justiça, revelou a revista Cambio. A senadora não conseguiu justificar parte do dinheiro que estava no seu nome, disse a revista, informando que um dos primeiros depoimentos chegou à Promotoria no 27 de agosto de 1998, assinado por uma pessoa que se identificou como Juan Macabro.

A denúncia dizia que Claudia Rodríguez e o marido dela “enriqueciam de modo ilícito mediante lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico”.

Segundo a reportagem da revista, a promotoria descobriu que o marido de Claudia, César Castellanos, sobreviveu a um atentado em 1997, em Bogotá, e que seria resultado de “retaliação entre bandos de narcotraficantes”.

A promotoria investigou como os rendimentos do casal Castellanos cresciam como espuma, multiplicados pelo dízimo e oferendas de milhares de crentes da Missão Carismática. Para os investigadores, esses movimentos eram suspeitos e por isso passaram a olhar também as contas dos Castellanos. A Missão Internacional estendeu-se por vários países.

A Promotoria remeteu o processo à Corte Suprema informando que a senadora evangélica não pôde justificar parte do dinheiro que estava no seu nome. Claudia Rodríguez declarou que não encontraram quaisquer provas contra ela e que o processo deveria ser arquivado. “Tudo isso é uma perseguição religiosa de pessoas invejosas que saíram desgostosas da nossa igreja”, afirmou.

A senadora alegou, também, que a Promotoria não levou em conta a valorização de bens imóveis e a correção de declaração de renda. “Creio que faltou rigor na investigação”, disse Claudia Castellanos à revista, enfatizando que não cometeu qualquer irregularidade. “Estou calma porque entreguei muito a este país e não cometi falta alguma”, enfatizou.

Claudia Rodríguez de Castelhanos conseguiu eleger-se numa aliança com o partido Mudança Radical. Antes, ela foi embaixadora da Colômbia no Brasil, nomeada pelo presidente Uribe. Ela foi acusada de abandonar as obrigações diplomáticas para dedicar-se a ampliar o número de seguidores de sua igreja.

Fonte: ALC

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