Ontem à noite aconteceu a festa de premiação do Globo de Ouro 2011, que foi bem simpática e interessante.

Nem todo mundo dá muita atenção a esse prêmio, mas é sempre bom lembrar que quem vota nos indicados é a imprensa estrangeira especializada, o que certa forma confere bem mais credibilidade e isenção ao vencedor do que o Oscar.

A cerimônia correu de forma tranquila, capitaneada pelo comediante inglês Rick Gervais, que é sempre inteligente e engraçado, mas que de vez em quando passa dos limites. Em um determinado momento, ele fez uma piada sobre os adeptos da cientologia (são muitos dentro do meio artístico) que não pegou muito bem e alguns até mesmo vaiaram. Mas, de forma geral, ele até que deu conta do recado. O melhor momento, sem duvida, foi quando anunciou Steve Carrell e Tina Fey como apresentadores do prêmio de melhor roteiro para televisão. Steve Carrell, foi hilário como sempre. Fiquei com muita raiva quando ele foi preterido no prêmio de melhor ator em série televisiva/comédia ou musical, por um desses atores afetados da insuportável “Glee”.

Os prêmios televisivos foram bem interessantes, exceção feita ao já citado chatíssimo musical “Glee”, que terminou ganhando 3 estatuetas. A HBO sempre é destaque nessas categorias e esse ano teve Al Pacino recebendo o prêmio pelo polêmico filme sobre o medico Jack Kevorkian, o “Dr. Morte”, que ajudou várias pessoas à cometer suicídio. Realmente Pacino está estupendo no filme, mas a temática é bastante controversa. Outro prêmio merecido em produções da HBO, foi de Claire Danes, por sua caracterização de uma autista no filme “Temple Grandin”, que por sinal estava presente e foi homenageada pela atriz durante a premiação. Sem duvida o momento mais tocante da festa. Igualmente emocionante foi ver o ator Michael Douglas, que vem enfrentando uma dura batalha contra um câncer de garganta, anunciando o prêmio de melhor filme/drama.

Em relação aos prêmios cinematográficos, nenhuma grande surpresa. “A Rede Social” arrebatou o maior número de prêmios (4), incluindo o de melhor filme/drama e sai em destaque, com grandes chances de muitas nominações para o Oscar também. Foi bom ver Paul Giamatti ganhar o prêmio de melhor ator coadjuvante por “Barney’s Version”; é sempre alentador ver um ator que não é bonito ser premiado por seu talento. Também foi bom ver Natalie Portman receber o prêmio de melhor atriz (drama), uma atriz talentosíssima, que já vinha merecendo um prêmio desses há um bom tempo. Não gostei de “Minhas Mães e Meu Pai” ter ganho como melhor filme/comédia ou musical, mas isso não chegou a ser surpresa, já que um enredo envolvendo homessexualismo e inseminação artificial tem lá seu apelo no meio artístico.

Mesmo com a vitória de “A Rede Social”, o grande destaque para mim foi o reconhecimento de “O Discurso do Rei”, que apesar de não ser um grande sucesso comercial aqui nos Estados Unidos, conseguiu roubar a festa de produções mais badaladas, como “Inception”, por exemplo, ao ganhar o prêmio de melhor ator, com Collin Firth. Ainda não tive chance de vê-lo, mas esse parece que é um dos melhores, senão o melhor filme do ano. Espero que consiga algumas nomeações para o Oscar.

Resta agora esperar pelas nomeações do Oscar dia 25 de fevereiro.

Um abraço,

Leon Neto