Em qualquer situação em que Satanás domina e ameaça, Deus procura um homem por meio do qual possa declarar guerra ao inimigo. Ele deseja que através deste homem Satanás tome conhecimento de que deve recuar, afastar-se e bater em retirada. Arthur Matthews – Born for battle

Vamos ver como começou a rivalidade dos filisteus com os israelitas.

Em Nm 13: 16,32 e 33 verificamos Moisés enviando espias para ver a terra de Canaã. Calebe e Josué (que significa salvador e libertador), cujo nome anteriormente era Oséias, filho de Num, mantiveram-se confiante na palavra do Senhor. Nesta ocasião estes dois, não se apavoraram e disseram ao povo: “Tão-somente não sejais rebeldes contra o SENHOR, e não temais o povo dessa terra, porquanto são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o SENHOR é conosco; não os temais” Nm 14:9.

Em Js 13: 2 verificamos também a demarcação e ordem de Deus para Josué repartir por herança as terras às tribos de Israel e Js 14:14 e 15:14 observamos a expulsão dos três filhos de Enaque da região de Hebrom.

Segundo Dt 2:23, os filisteus são originários de Caftor. Instalaram-se na planície costeira da Palestina. Possuíam cinco distritos, conforme Jz 3:3. Não eram semitas e não praticavam a circuncisão. Inimigos obstinados dos israelitas do tempo dos Juízes e Saul. Foram derrotados por Davi, mas mantiveram-se na orla marítima.

Um detalhe importante é vermos que o combate entre Davi e Golias foi um combate singular, isto é, significava um combate entre dois campeões, que deveria por fim à guerra e decidir a sorte dos dois povos.

Golias foi a personificação das forças satânicas que se levantam contra Deus. Ele usou da tática de afrontar e amedrontar o servo de Deus, para desestabilizá-lo emocionalmente e assim torná-lo vulnerável. Mas esta ação do inimigo não achou lugar no coração de Davi.

Nosso combate contra os gigantes, que se levantam para nos afrontar, paralisar ou mesmo escravizar (principados, potestades, príncipes das trevas deste século e hostes espirituais da maldade) são realizados nas regiões celestiais, não nesta terra.

O gigante pode ser desde um espírito maligno pequeno a um espírito de maior posição na hierarquia do mal. Pode ser proveniente de um pecado não confessado, que tem dado legalidade ao inimigo para afrontá-lo, como pode ser um enviado de Satanás para impedir que a obra de Deus em sua vida e/ou através de sua vida, se cumpra onde Deus quer que isto ocorra. Também pode ser uma reação maligna ao avanço e conquistas de territórios, que antes eram dominados por eles, mas que agora passam a ser invadido pela mensagem da salvação. Pode estar caracterizado por jugos, que são opressões espirituais e cargas que Satanás lança sobre as pessoas para mantê-las na escravidão, como pode ser fortalezas, que são fortificações construídas pelo inimigo, para opor-se ao conhecimento e os propósitos de Deus, através de compromissos que as pessoas firmam com as trevas voluntariamente ou involuntariamente.

Na realidade ele pode estar manifestado através de um cônjuge preso aos vícios, jogo, adultério ou prostituição. Pode ser um filho envolvido em drogas, uma enfermidade que não cede, após vários anos de tratamento; uma dificuldade que cerca a família a tantos anos ou um sentimento que o prende ou devora-o por dentro.

Não podemos permitir que se levante gigantes em nosso próprio ser, como o medo, o ódio e o dever. Uma mente impregnada com a falta de esperança e fé, ódio e legalismo é também uma fortaleza, especialmente porque leva o crente a aceitar a situação caótica que se apresenta, mesmo sabendo que isto é contrário à vontade de Deus.

Liberte-se do cárcere da emoção e dos pensamentos negativos. Jamais se psicoadapte à sua miséria.

Não importa o tamanho e nem a posição hierárquica do gigante, pois assim como Golias caiu e foram os filisteus derrotados pelo Exército de Israel, assim também Deus o fará vencedor, após estar revestido da armadura de Deus (Ef 6:13 a 17) e lançar a pedra, que é a palavra de renúncia do mal sob a autoridade do nome de Jesus.

Não se amedronte, não tenha receio, não permitas ser subjugado e nem seja rebelde com o Senhor.

A rebeldia é um ato de desacato, resistência ao domínio e autoridade de Deus em nossas vidas. É recusar buscar Sua mente em todas as coisas de nossa vida, inclusive as pequenas: assuntos familiares, mágoas, preocupações pessoais e problemas particulares. É querer fazer as coisas com sua própria direção e/ou permanecer no estado atual, quando na verdade Deus deseja ser “despertado” por nós.

Lance a pedra e Deus a dirigirá para acertar o gigante mortalmente.

Você pode, porque você também é um campeão em Deus, um servo de Deus, lavado e remido no sangue do cordeiro, possuidor de toda autoridade que o Senhor Jesus deu aos seus, e poder de realizar obras ainda maiores do que as que Ele realizou( Jo 14:12 ). Não há gigantes invencíveis para nós.

Hoje podemos fazer uso desta autoridade para declararmos anulados e destruídos todo espírito maligno, em qualquer hierarquia infernal, pelo poder da pessoa e nome do Senhor Jesus.

A fé verdadeira, aos olhos de Deus, nada tem a ver com o tamanho ou profundidade da obra que você pensa em realizar. Ela tem a ver com o que realmente representa o Senhor em sua vida. Deus não está interessado em suas visões e idéias grandes, mas sim no que você está se tornando.

Torne-se um cristão espiritualmente dependente de Deus para tudo, mas também “combatente” contra as obras do mal.

Muitos livros hoje abordam este assunto, mas você que está lendo este, já sabe qual é ou quais são os gigantes que tem se levantado contra você, de modo que, ao continuar lendo este livro você será lembrado pelo Espírito Santo, para poder tomar as cinco pedras e lançá-las contra o inimigo. Suas horas estão contadas e a vitória já está chegando até você, aqui na terra.

O Senhor reina absoluto sobre tudo e sobre todos! Aleluia!

Ef 6: 12 “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.

Ev. Manoel Valentim