Parece que não há mesmo limites para o bispo Edir Macedo. Após lançar seu primeiro livro biográfico Nada a Perder e programar mais dois, já começaram as negociações para levar a trilogia para as telas de cinema.

Muitas personalidades mundiais sequer escreveram uma autobiografia, mas o bispo Macedo parece que acha que um livro é pouco para contar sua história. Até 2014 mais dois serão lançados, dando continuidade ao projeto biográfico. De toda forma, baseado no sucesso do primeiro, que vendeu mais de 500 mil cópias até o momento, ele tem toda a razão para estar otimista sobre as próximas produções.

Certamente Edir Macedo, goste-se ou não dele, é uma personalidade relevante na sociedade brasileira e sua vida tem episódios dignos de filme. Acho que realmente existe assunto suficiente para uma produção recheada de polêmica, drama e até mesmo elementos policias.

O problema, é que se o filme seguir a linha do livro, não vai haver a menor credibilidade para o público em geral. O livro é panfletário e tendencioso como qualquer autobiografia, ou biografia autorizada. Se o personagem central está envolvido na produção, sempre haverá um viés questionável. Provavelmente será como esse filme sobre Chico Xavier, unilateral e doutrinário. Não espero grande coisa dessa estória toda.

Mas, eu adoraria ver um filme não autorizado pelo Bispo, sendo produzido por diretores e produtores sem vinculo com a IURD ou a Record; seria muito interessante ver todas as polêmicas e episódios nebulosos da vida de Macedo sendo escrutinados detalhadamente. E claro, também mostrar suas qualidades de empreendedor e visionário. Enfim, gostaria de ver uma produção mais profissional, “sem rabo preso” com ninguém. Talvez algo assim pudesse fomentar debates e reflexões e até mesmo revelar detalhes que nunca foram devidamente esclarecidos.

Mas, não se animem; quem falou pela primeira vez sobre a possibilidade de um filme, foi Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo da rede Record. Provavelmente se o filme vier a acontecer, vai ser uma produção da Record e tudo vai ter passar sob o crivo cuidadoso do Bispo Macedo.

Mas não custa nada sonhar; já pensaram em ter Fernando Meirelles dirigindo uma superprodução com atores como Matheus Nachtergaele, Wagner Moura, José Wilker e Antonio Fagundes? Seria muito interessante para o publico e muito, muito assustador para o Bispo…

Um abraço,

Leon Neto