Toda crise mundial tem sete fases, a saber:

Fase 1. Não há problema na economia, diz a autoridade econômica, é tudo boato.

Fase 2. Sim, temos um problema mas tudo está sob controle.

Fase 3. O problema é grave mas medidas corretivas já foram tomadas.

Fase 4. O problema é muito grave mas as medidas emergenciais surtirão efeito.

Fase 5. Pânico geral e salve-se quem puder.

Fase 6. Comissões de inquérito e caça aos culpados.

Fase 7. Identificação e prisão dos inocentes.

Os Estados Unidos e a Europa estão na fase 5. Brasil, China e Índia estão na Fase 3. Mas esta crise nada tem a ver, nem terá, com a severidade da crise de 1929, quando 25% dos trabalhadores americanos perderam seus empregos e que durou até 1940. Mas mesmo assim muita gente perdeu o sono, inclusive cristãos.

Alguns, que perderam dinheiro em aplicações, que oscilaram muito nestes dias, como ações e fundos de ações, acharam-se que estavam como José, no fundo do poço.

Quantos “Josés” existem hoje em nosso país? São vários! Mas a história, as vezes, parece que se repete.

Ao vermos tudo que José do Egito passou, achamos muitas vezes que esta história é a nossa história, no que diz respeito ao sofrimento. Pensamos que apenas tem lugar em nossos dias a angustia, sem nenhuma sombra de chuva abundante pela frente.

Chegamos a pensar que Deus tem prazer em nos ver sofrer.

Precisamos entender primeiramente o propósito específico de Deus para nossa vida.

Vamos ver o que José nos fala através de seus sonhos. A história deste Sonhador começa no capítulo 37, do livro de Gênesis assim: “esta é a história de Jacó”.

Há uma razão para o escritor, inspirado pelo Espírito de Deus, iniciar a história falando sobre Jacó, pai de José.

O propósito de Deus sobre nossa vida, está sobre aqueles que estão com autoridade sobre nós.

A história de José começa com a história de seu pai Jacó. Na terra da promessa, terra de Canaã onde Jacó vivia em abundância, Deus já previa conduzir seu povo para o Egito. Deus usou a história de um homem para traçar a história de um povo.

Jacó possuía, conforme costumes entre os hebreus daquela época, outras duas esposas, mas os filhos de Raquel e principalmente o caçula desta, era o mais amado e distinguido que seus irmãos.

Neste quadro familiar, Deus procura pelo seu perfeito adorador. Aquele que tem um coração sincero diante Dele, sai ganhando na frente de todos, porque Deus sempre reserva um futuro abençoado para o apaixonado por Ele. A fidelidade a Deus nunca anda sozinha. Ela traz consigo a própria presença do Todo Poderoso de Israel. Vale a pena ser fiel a Deus!

Sabemos que nossa história começa com nossos pais. O propósito específico do Pai para nós começa com a história de nossos pais e por mais estranha e adversa que seja, há um lugar para Deus operar nela e levar-nos a posição de triunfo, para a Glória e Honra de Seu Nome.

Não há razão para destruir tudo e desistir de tudo. Com certeza Deus está vendo e quando tenho esta certeza, de que Ele está no controle de tudo e tudo faz como lhe apraz, posso caminhar tranqüilo baseado na promessa, pois vai acontecer.

O propósito de Deus em nossa vida ocorre de maneira dramática e sobrenatural.

Laços do passado e heranças humanas precisam ser cortados e muitas vezes precisa ser de maneira dramática, pois nossa humanidade não nos permite enxergarmos esta necessidade e renunciá-las.

Precisamos ter os valores de Deus muito bem arraigados em nosso ser, de modo que deixemos nossa humanidade e pensemos como a Palavra já nos fala.

Vejamos que Jacó enganou seu pai e seus filhos também o fizeram. E fizeram com aquele que ele mais amava.

Esta complexidade da vida, que alguns até dizem que “a vida dá voltas”, não está fora de controle, mas Deus sabe onde tem que colocar sua mão para criar “sua vida” naqueles que tudo contribui para um fim único.

Hoje há vários “Josés” na face da terra, que também possuem o Espírito de Excelência sobre suas vidas, mas precisam entender a época em que estão vivendo e colaborar com o Artífice maior, para chegarem a posições maiores.

O fundo do poço nunca foi um lugar querido de se estar. Ninguém gosta de ficar no fundo do poço. Mas no fundo do poço, o Pai retira os valores de nossa humanidade, trabalhando em nós, colocando os seus próprios valores.

Resta-nos sermos atentos a esta prova que estamos vivendo, porque logo sairemos dela para reinarmos em vida.

Ev Manoel Valentim