Dia desses enquanto navegando pelo FolhaGospel, me deparei com a noticia de um suposto plágio ligado ao mega sucesso “Faz um Milagre em Mim” de Régis Danese. Segundo a nota, o caso se tornou oficial e até mesmo um processo foi iniciado nas esferas cível e criminal.

Não estou aqui para falar sobre o caso especificamente, até porque não tenho maiores informações. Além disso, quem levantou a acusação tem a obrigação de prová-la, antes que qualquer coisa possa ser dita sobre os acusados. Mas, é um pouco estranho que só depois de a canção ter feito tanto sucesso é que apareceu alguém para reclamar seus direitos.

Plágio é das coisas mais difíceis de serem provadas. Ainda mais no meio musical, onde duas ou três notas podem fazer toda a diferença. Em outras palavras, é muito fácil camuflar um plágio. Eu mesmo já participei de alguns festivais de música onde havia suspeita de plagio, mas por conta de minúcias não foi possível prová-lo.

O que me incomoda mesmo é que o meio musical evangélico, que já não é tão bem visto pela sociedade, vai ser ainda mais achincalhado e criticado. É lamentável como nós cristãos permitimos que nossos cantores e bandas se transformassem em ídolos e que a produção de CD’s e DVD’s se tornasse puro comércio, sem qualquer preocupação com o Reino de Deus.

O plágio sempre é lamentável, mesmo quando não caracterizado legalmente. Basta pensar em bandas e cantores que copiam estilos e arranjos descaradamente apenas para sugar um pouco do sucesso dos outros. Esse turbilhão de grupos de pagode, duplas sertanejas e bandas de axé, são o retrato da falta de escrúpulos e da total mercantilização da música. Não podemos aceitar que no meio evangélico essas coisas aconteçam.

Músico cristão tem que ter outra mentalidade, outros propósitos. Não estamos em busca do sucesso à qualquer preço, mas sim, em busca de proclamar o evangelho e edificar a Igreja. O plágio nesse contexto, faz menos sentido ainda, já que o ganho pessoal não deveria nem fazer parte dos objetivos de um musico Cristão. A Bíblia nos desafia à originalidade e a autenticidade quando fala em cantar um “cântico novo”. Não interessa aqui a qualidade musical ou artística, mas sim a expressão genuína e pessoal do louvor. Algo que não pode ser imitado ou copiado. Bem, pelo menos não deveria.

Expressões de louvor são extremamente pessoais e não deveriam ser encaixotadas ou padronizadas. Seja um que levanta as mãos para o céus ou outro que fica sentado, seja o tipo de música ou a canção que se escreve, o que importa são as intenções, o que está dentro do coração.

Vamos torcer para que as acusações sobre a musica de Regis Danese sejam falsas e que a verdade possa vir à tona o mais rápido possível. Mas, ainda mais do que isso, vamos continuar fazendo nossa parte para que a música Cristã se distancie cada vez mais do mercantilismo que reina no mundo.

Um abraço,

Leon Neto