O mundo foi dormir chocado na noite do dia 25 de junho de 2009 ao saber do falecimento do ídolo pop Michael Jackson. Michael tinha apenas 50 anos e aparentava bem menos, por conta das diversas plásticas e de seu aspecto etéreo, fantasmagórico, quase alienígena.

Ele aparentava não se conformar com a idade e se recusava a crescer e agir como um adulto, assim como um “Peter Pan” da vida real.

Michael Jackson começou sua carreira ainda muito cedo, aos dez anos e logo conheceu o gosto da fama junto com seus irmãos na banda “The Jackson 5”. Em meados dos anos 70 não havia para ninguém; o Jackson 5 arrebentava nas paradas de sucesso e conquistava público em todos os segmentos com suas musicas românticas embaladas em ritmos cativantes e coreografias envolventes.

O grupo fez sucesso no mundo todo e se transformou em um fenômeno de marketing com bonecos, revistas, filmes, brinquedos e até um desenho animado. Michael antes mesmo de sair da segunda infância já era uma celebridade mundial, um dos rostos mais conhecidos no planeta.

E foi justamente esse rosto que Michael tanto rejeitou a vida inteira. Jamais se aceitou como era e passou o resto de sua curta vida tentando se transformar em outra pessoa. Os diversos abusos que sofreu em sua infância certamente contribuíram muito, mas outros fatores devem ter também existido e contribuído para gerar a figura patética e conturbada na qual ele se tornou.

Acompanhei a carreira de Michael quase desde o início (pois é, eu sou velho desse tanto mesmo…) e a cada transformação ficava mais chocado. Principalmente porque a fase que mais gosto é justamente a do início, com ele ainda pequenininho cantando feito gente grande. Ele era um menino lindo, com um sorriso luminoso. Não dá para entender porque ele não conseguia gostar de si mesmo.

Vendo a triste pessoa em que ele se tornou, com todos os escândalos, dívidas e operações plásticas, devemos questionar se vale a pena sujeitar uma criança aos turbilhões emocionais do show business, por mais dinheiro que isso possa trazer. Certamente a família de Michael teve culpa em não dar atenção às necessidades emocionais dele e de ter priorizado a fama ao bem estar da criança.

Mas o maior culpado disso tudo foi ele mesmo; as escolhas que fez depois de adulto é que o levaram a ser a imagem esdrúxula em que se tornou. Nunca é tarde demais para se mudar o rumo de nossas vidas. Largar tudo o que se tem por precioso, abrir mão dos conceitos e valores do mundo, se voltar para Deus e começar do zero. Jesus disse isso à Nicodemus, um Fariseu poderoso e respeitado da época. Também disse o mesmo para o jovem rico que o procurou querendo segui-lo. No entanto, somente um deles foi forte o suficiente para fazer a escolha certa.

Pena que Michael, um artista extremamente talentoso, também não fez as escolhas certas. Pois como diz a musica de Jorge Camargo “que proveito há, em alguem ganhar o mundo inteiro e perder a vida eterna?”

Um abraço,

Leon Neto