De passagem por Lynchburg, o cantor mundialmente famoso Michael W. Smith abriu espaço em sua agenda para passar alguns momentos agradáveis conversando com os nossos alunos aqui da Liberty University.

Michael chegou de chinelos e cabelos desgrenhados, visivelmente cansado e sonolento, mas foi extremamente simpático e amistoso com todos. Atendeu à pedidos , tocando alguns de seus sucessos, e depois ficou para uma sessão de perguntas e respostas com os alunos do departamento de Louvor.

Para alguém que já viajou o mundo todo e já tocou até na Casa Branca, ele é de uma simplicidade surpreendente. Em momento algum demonstrou estrelismo ou arrogância. Na verdade ele parecia estar batendo papo com amigos de longas datas. As perguntas e respostas fluíram de forma espontânea e tranquila.

Foi interessante saber que ele na verdade não tem nenhum processo composicional; apenas senta ao piano e começa a tocar e improvisar em busca de inspiração. Segundo ele, as musicas programadas ou de encomenda que ele já fez, são de longe as suas piores.

Ele teve a humildade de dizer que não se considera um grande cantor, apenas “na média” segundo suas palavras. O que considera como seus pontos fortes são a composição e um certo carisma. Michael falou também que não se considera um bom letrista e que na maioria das vezes procura trabalhar com outros compositores, como Paul Baloche e Israel Houghton, que segundo ele escrevem bem melhor. Michael desafiou a todos para verificar bem a qualidade teológica das musicas cristãs atuais. Segundo ele, muitas letras sem teor bíblico e sem fundamentação doutrinaria estão tocando por aí, e todos nós devemos desenvolver senso critico e não engolir qualquer coisa.

Quando perguntado sobre como conciliar a carreira e as viagens com a família, ele foi bem enfático ao afirmar que a família deve sempre vir em primeiro lugar e que por conta disso não faz a mesma quantidade de shows por ano que costumava fazer. Ele afirmou que os músicos seculares que fazem mais de 200 shows por ano, certamente estão de alguma forma comprometendo seu tempo com a família.

O mais importante foi ouvir diretamente dele que o artista cristão e, principalmente, o ministro de louvor deve “desaparecer” durante o louvor e levar a congregação a focar completamente em Deus. Não há espaço para vaidade no louvor e muito menos para egocentrismo. Ouvir essas palavras da boca de um dos maiores nomes da musica cristã de todos os tempos é sem duvida um refresco e um alento, diante de tantos outros que mesmo sem ter a mesma qualidade e fama, por muito menos se apropriam de um senso de superioridade que os afasta mais e mais do verdadeiro louvor.

Foi uma tarde maravilhosa a que passamos com Michael W. Smith, que graciosamente distribuiu abraços e acenos para todos os presentes ao final. Nada de estrelismos ou arrogância, apenas um servo de Deus que tem uma plataforma um pouco maior do que a média.

Um abraço,

Leon Neto