O Tribunal Judicial Provincial de Tete (centro de Moçambique) começou o julgamento de nove acusados de envolvimento na morte do padre brasileiro Waldir dos Santos e da missionária portuguesa Idalina Neto Gomes, em novembro de 2006.

O sacerdote brasileiro, de 69 anos, e a portuguesa, de 30 anos, foram mortos por um grupo de homens armados que invadiram a Missão da Fonte Boa, a 250 quilômetros de Tete, atacando as casas onde vivem padres e missionárias.

No banco dos réus estavam Horácio Maria Sande, Feston Phalusso, Joaquim António Nicoroa, Filipe Rafael Policarpo, Adolfo Beúla, Khalid Mahomed e Benjamim Roque. Dois dos acusados, Jones Abrahum Gwizira e Beston Massie, ambos cidadãos do Malaui, estão foragidos desde o duplo homicídio.

Três dos acusados foram recapturados depois de o tribunal ter voltado atrás na decisão de mantê-los em liberdade por insuficiência de provas.

Segundo a acusação, os réus assaltaram a missão, com o intuito de roubar, tendo de lá retirado uma viatura Toyota Hilux e dinheiro no valor de seis mil euros (R$ 16,3 mil), depois de terem ferido um guarda.

Além dos dois mortos, um missionário moçambicano e outro português também ficaram feridos no ataque. O veículo foi recuperado e devolvido pela polícia do Malaui, país que faz fronteira com a província de Tete.

Fonte: Lusa